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Energia

Com foco no futuro, SC já iniciou processo de transição energética justa

Quase cem mil pessoas são impactadas direta e indiretamente pelo setor carbonífero em Santa Catarina.

• Atualizado

Redação

Por Redação

Nos últimos anos, as mudanças climáticas e a necessidade da transição energética, com redução da emissão de carbono, se tornaram temas de discussões em todo o planeta. Pensando na preservação ambiental e na qualidade de vida da população nas próximas décadas, países ao redor do mundo passaram a investir na substituição de combustíveis e na aplicação de tecnologias de redução de emissões como a captura e armazenamento do carbono – CCUS. 

Quase cem mil pessoas são impactadas direta e indiretamente pelo setor carbonífero em Santa Catarina. Responsável por movimentar R$5 bilhões por ano de faturamento direto, o setor mantém 13 mil empregos diretos na mineração e 21 mil empregos na cadeia produtiva. Pensando no futuro, na manutenção da cadeia produtiva do Estado e com o objetivo de cumprir com a meta brasileira de redução das emissões de carbono até 2050, Santa Catarina iniciou o processo de transição energética justa.

“A transição energética justa é um processo que, em nível estadual e federal, busca a compatibilização e a manutenção da cadeia produtiva do carvão com os compromissos que o Brasil tem assumido de reduzir as emissões de carbono, mas mantendo a atividade”, explica Márcio Zanuz, engenheiro de Minas e Energia e diretor financeiro da Sociedade Assistência aos Trabalhadores do Carvão. 

Transição energética justa

Zanuz afirma que estudos e pesquisas estão sendo realizados para mitigar e resolver os problemas associados à transição energética. “Além de atingir as metas globais de emissão de carbono, o Brasil visa manter a economia, com a geração de riqueza que a cadeia produtiva traz para Santa Catarina. Também temos a questão da infraestrutura, uma vez que hoje 25% da demanda de energia do Estado é produzida pela Usina Termelétrica de Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo”, aponta Zanuz. O que contribui com a segurança energética nacional.

Em 2022, foi sancionada uma política de apoio ao setor de energia a carvão no Estado. A Lei  Federal 14.299/22, prevê a criação de um programa de transição energética justa para Santa Catarina (TEJ), e a Lei estadual 18.330/22, que visa alinhar as metas de redução de emissão de carbono, assim como, preparar o estado para possivelmente encerrar atividades do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda (CTJL) até 2040 e reinventar a economia do sul de Santa Catarina.

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