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CUTURA AÇORIANA

Governo Federal proíbe a pesca da tainha por arrasto em Florianópolis e prefeitura reage

Os pescadores que ainda atuam na atividade têm prazo de até 24 horas para descarregar as embarcações

• Atualizado

Pedro Corrêa

Por Pedro Corrêa

Governo Federal proíbe a pesca da tainha por arrasto em Florianópolis e prefeitura reage | Foto:  Ricardo Wolffenbüttel / Arquivo / SECOM
Governo Federal proíbe a pesca da tainha por arrasto em Florianópolis e prefeitura reage | Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Arquivo / SECOM

A Prefeitura de Florianópolis criticou e repudiou a determinação do governo federal sobre o encerramento da pesca de arrasto de praia durante a Safra da Tainha. Segundo o comunicado emitido pelo executivo da Capital neste domingo (7), a decisão do governo vai impactar a economia de Florianópolis.

A medida foi tomada após o sistema de cotas estabelecido pela União atingir 90% do limite autorizado para a modalidade. Com isso, os pescadores que ainda atuam na atividade têm prazo de até 24 horas para descarregar as embarcações.

Em nota, a subsecretaria de Pesca, Maricultura e Desenvolvimento Agroalimentar afirmou que a decisão fere os costumes, a cultura, a tradição e a economia de Florianópolis. Segundo o município, a pesca artesanal da tainha representa uma tradição histórica de Florianópolis e movimenta a renda de milhares de famílias ligadas à atividade.

“A pesca artesanal da tainha é muito mais do que uma atividade econômica para Florianópolis. Trata-se de uma tradição centenária, parte da identidade cultural da cidade, responsável por movimentar a economia local, gerar renda para cerca de 5 mil famílias e preservar costumes que atravessam gerações”, diz a nota divulgada pela prefeitura.

Safara da Tainha é uma tradição em Santa Catarina

A safra da tainha é considerada uma das atividades mais tradicionais do litoral catarinense, reunindo pescadores, moradores e turistas durante os meses de pesca. Além do impacto cultural, a atividade também movimenta setores como comércio, gastronomia e turismo.

A decisão do Governo Federal ocorre em meio ao modelo de controle por cotas adotado para a temporada de 2026. O sistema prevê o encerramento automático da pesca quando o volume permitido para cada modalidade atinge o limite estabelecido.

A prefeitura não informou se pretende adotar medidas administrativas ou buscar revisão da decisão junto aos órgãos federais.

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