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Comércio Exterior

Santa Catarina concentra um dos maiores impactos do tarifaço dos EUA

Levantamento da Apex Brasil aponta que os dois estados concentram 52% do impacto das novas tarifas; Fiesc e governo de SC discutem medidas para reduzir os prejuízos

• Atualizado

Rodrigo Santanna

Por Rodrigo Santanna

Empresas afetadas por tarifaço podem pedir crédito do Brasil Soberano | Imagem Ilustrativa | Foto: Canva
Empresas afetadas por tarifaço podem pedir crédito do Brasil Soberano | Imagem Ilustrativa | Foto: Canva

Santa Catarina e São Paulo concentram os maiores impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Levantamento da Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) mostra que os dois estados respondem, juntos, por 52% do valor das exportações atingidas pelo chamado “tarifaço”.

Em Santa Catarina, os reflexos são mais intensos nas regiões Serrana, Oeste e Planalto Norte, onde estão concentradas cadeias produtivas estratégicas para a economia estadual e que já enfrentam desafios para o desenvolvimento regional.

Um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) indica que o chamado “segundo tarifaço” deve atingir 54,5% da pauta exportadora catarinense. Os segmentos mais vulneráveis são os de madeira e produtos florestais, móveis, máquinas e equipamentos.

Ao todo, 2.375 produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos passarão a ser sobretaxados em 25% ou 12,5%, segundo a Apex Brasil. O impacto estimado chega a US$ 7,2 bilhões, o equivalente a 19,2% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano em 2025.

A agência informa ainda que a aplicação da tarifa adicional de 12,5% segue em análise pelas autoridades norte-americanas, no âmbito de uma investigação relacionada a suspeitas de trabalho forçado.

Fiesc e Governo discutem impactos em SC

Fiesc e Governo de SC discutiram impactos do tarifaço dos EUA nesta terça-feira (21) |  Foto: Filipe Scotti/FIESC
Fiesc e Governo de SC discutiram impactos do tarifaço dos EUA nesta terça-feira (21) | Foto: Filipe Scotti/FIESC

Diante do cenário, a Fiesc e o Governo de Santa Catarina realizaram, nesta terça-feira (21), uma reunião para alinhar estratégias voltadas às indústrias exportadoras catarinenses. O encontro reuniu quatro secretários de Estado e equipes técnicas para discutir os efeitos das novas tarifas, que entram em vigor nesta quarta-feira (22).

Durante a reunião, o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, afirmou que o novo aumento das tarifas atinge empresas que ainda enfrentam dificuldades decorrentes da primeira rodada de medidas adotadas pelos Estados Unidos.

“O impacto do segundo tarifaço dos Estados Unidos será similar ao observado no primeiro período de elevação das tarifas. Essa segunda onda de elevação de taxas atinge as empresas já fragilizadas e a sensibilidade do governo estadual tem sido muito importante”, disse.

O secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, reforçou o compromisso do governo em manter diálogo com o setor produtivo para avaliar alternativas que possam amenizar os impactos econômicos da medida.

Segundo o governo estadual, o próximo passo será o compartilhamento de informações entre as equipes técnicas para avaliar os desdobramentos das novas tarifas e construir ações conjuntas que preservem a competitividade das empresas catarinenses e reduzam os efeitos sobre a economia do Estado.

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