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Desigualdade

Mulheres ganham 21,3% menos que homens no setor privado

Relatório aponta que mulheres ganham 21,3% menos que homens no setor privado, mesmo após lei que prevê igualdade salarial

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Redação

Por Redação

Mulheres ganham 21,3% menos que homens no setor privado.| Foto: Hariane Bittencourt/SBT/Divulgação/ Reprodução
Mulheres ganham 21,3% menos que homens no setor privado.| Foto: Hariane Bittencourt/SBT/Divulgação/ Reprodução

As mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado brasileiro. O dado consta no 5º Relatório de Transparência Salarial, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo governo federal.

Apesar da existência de uma lei que garante igualdade salarial para homens e mulheres que exercem a mesma função, a desigualdade de renda aumentou em relação a 2023.

Desigualdade salarial cresce no Brasil

De acordo com o levantamento, a diferença no salário mediano de contratação passou de 13,7% em 2023 para 14,3% em 2026. Já no rendimento médio, a desigualdade subiu de 20,7% para 21,3%.

Por outro lado, houve avanço na participação feminina no mercado de trabalho, com crescimento de 11% e aumento de oportunidades para mulheres negras e pardas.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou que o relatório ainda está distante do cenário ideal, mas reforçou a importância da legislação.

Não é o relatório dos nossos sonhos, mas é um avanço. A lei cria condições de fiscalização e amplia o acesso das mulheres a cargos de liderança”, afirmou.

Estados com maior e menor desigualdade

Segundo o relatório, os estados com menor desigualdade salarial são:

  • Acre (91,9%)
  • Piauí (92,1%)

Já os estados com maior diferença entre homens e mulheres são:

  • Espírito Santo (70,7%)
  • Rio de Janeiro (71,2%)
  • Paraná (71,3%)

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ressaltou que a redução da desigualdade depende também da participação da sociedade.

Empresas ampliam ações, mas desafio continua

O estudo mostra que aumentou a proporção de empresas que promovem mulheres, passando de 38,8% para 48,7%. No entanto, ações voltadas à contratação de mulheres com deficiência, LGBTQIA+ e chefes de família permanecem estáveis.

Os dados têm como base a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e abrangem cerca de 53,5 mil empresas com 100 ou mais funcionários.

Atualmente, o salário médio no país é de R$ 4.594,89, enquanto o salário mediano de contratação é de R$ 2.295,36.

Lei busca garantir igualdade salarial

Sancionada em 2023, a Lei nº 14.611 reforça a igualdade salarial entre homens e mulheres, alterando a Consolidação das Leis do Trabalho.

A legislação determina que empresas com 100 ou mais empregados adotem medidas como:

  • Transparência salarial
  • Fiscalização contra discriminação
  • Canais de denúncia
  • Incentivo à capacitação de mulheres

Mesmo com a lei em vigor, os dados mostram que a desigualdade salarial de gênero ainda é um desafio no Brasil.

*Texto com informações do SBT News

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