Procon pede inquérito civil para apurar falhas após caso de atropelamento em Florianópolis
O Procon também instaurou um processo administrativo
• Atualizado
O caso da mulher que foi atropelada por um motorista de aplicativo na madrugada de sábado (30), em Florianópolis, teve um novo desdobramento. O Procon Municipal solicitou ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) a instauração de um inquérito civil, a fim de apurar possíveis falhas nos mecanismos de segurança, monitoramento, prevenção de riscos e resposta a incidentes disponibilizados pela plataforma 99 aos consumidores.
O pedido é de que sejam verificados os procedimentos adotados pela empresa de mobilidade urbana para prevenção e tratamento de ocorrências, além da adequação das medidas de fiscalização, monitoramento e responsabilização de motoristas cadastrados. O documento também solicita a averiguação de práticas que prejudicam os direitos dos consumidores.
Além do encaminhamento ao MPSC, o Procon Municipal de Florianópolis instaurou um processo administrativo e solicitou esclarecimentos à plataforma sobre o caso.
Segundo o diretor do Procon Municipal de Florianópolis, Tiago Silva, “a segurança do consumidor e a qualidade do serviço são direitos inegociáveis. Diante da gravidade de tudo o que foi relatado, encaminhamos a denúncia ao MPSC para que sejam tomadas as providências cabíveis para garantir a proteção de quem usa a plataforma”.
Relembre o caso da mulher atropelada por motorista
Por Olga Helena de Paula
Uma mulher denunciou nas redes sociais ter sido atropelada propositalmente por um motorista de aplicativo após um desentendimento sobre o pagamento de uma corrida em Florianópolis. O caso ocorreu na madrugada de sábado (30), na região de Canajurê, e está sendo investigado pela Polícia Civil.
Com diversos ferimentos visíveis pelo corpo, principalmente no rosto, Mia Sophie da Silva publicou um vídeo relatando o que classificou como uma tentativa de homicídio.
Segundo o relato da mulher, ela retornava do aniversário da mãe quando percebeu que o motorista apresentava comportamento estranho durante a corrida.
O que diz a 99
Em nota enviada ao SCC10, a 99 informou que lamenta o ocorrido e afirmou que possui política de tolerância zero para comportamentos ofensivos, atitudes agressivas e qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres.
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