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INFLAÇÃO

Custo de vida em Florianópolis sobe 0,53% em junho, aponta Udesc

O acumulado do Custo de Vida de Florianópolis 2026 registrou 3,93%

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Redação

Por Redação

Custo de vida em Florianópolis sobe 0,53% em junho, aponta Udesc | Foto: Divulgação
Custo de vida em Florianópolis sobe 0,53% em junho, aponta Udesc | Foto: Divulgação

O mês de junho registrou uma alta de 0,53% no Índice de Custo de Vida (ICV) de Florianópolis, conforme calculado pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com apoio da Fundação Esag. O número teve influência direta do grupo de alimentação e bebidas, que subiu em 1,06%.

Esse resultado revela uma desaceleração comparado ao mês de maio, quando a variação foi de 0,65%. Ainda assim, o número ficou acima do índice registrado no mesmo mês de 2025, que foi de 0,42%.

Custo de vida em Florianópolis sobe 0,53% em junho

A pesquisa leva em conta a variação dos preços que impactam o orçamento das famílias da capital de Santa Catarina, que tem renda entre um e 40 salários mínimos. Para esta edição, foram pesquisados 297 itens entre os dias 1º e 31 de junho. Do total analisado, 123 apresentaram aumento de preço, 92 permaneceram estáveis e 82 registraram queda.

O acumulado do Custo de Vida de Florianópolis 2026 registrou 3,93%, junto ao resultado de junho, enquanto a inflação acumulada nos últimos 12 meses alcançou 5,14%.

Alimentação lidera alta do mês

O número foi motivado principalmente por conta dos alimentos consumidos no domicílio, que tiveram variação de 1,49%.

Os principais produtos que tiveram alta foram:

  • Cebola: 30,05%
  • Batata inglesa: 10,34%
  • Feijão preto: 4,19%
  • Arroz: 2,80%
  • Coxas de frango: 5,49%
  • Ovos: 3,94%
  • Bolo pronto: 7,05%
  • Pão francês: 2,27%
  • Pão de queijo: 2,48%

Outros itens também tiveram aumento, como refrigerante, com 3,37%; cerveja, com 3,29%; chá em sachê, com 4,77% e diversos cortes de carne bovina.

Em contrapartida, alguns produtos ajudaram a conter a inflação, são eles:

  • Maçã: -16,02%
  • Milho de pipoca: -10,93%
  • Melancia: -6,17%
  • Café em pó: -3,07%
  • Água de coco: -3,77%
  • Açúcar refinado: -4,61%

A alimentação fora do domicílio também teve alta mais moderada, de 0,37%, influenciada principalmente pelos reajustes no preço do crepe, de 5,28%; salgadinhos, de 3,70%; suco de frutas, de 2,67% e almoço ou jantar, de 0,41%.

Quais grupos tiveram maior variação´?

Além da alimentação, o levantamento mostrou outros grupos que tiveram alta em junho. Artigos de residência avançou 1,97%, impulsionado principalmente pelo aumento nos preços de móveis e artigos de cama, mesa e banho.

O grupo de saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 1,33%, refletindo principalmente o aumento dos serviços de saúde e dos produtos de cuidados pessoais.

Outras variações positivas foram dos grupos de despesas pessoais, com 1,26%; comunicação, com 0,86% e educação, com 0,02%.

Nos grupos que registraram queda, são destaques:

  • Vestuário: -1,30% por conta da redução nos preços das roupas
  • Transportes: -0,40% influenciado pela queda nos combustíveis e passagens aéreas
  • Habitação: -0,17% com reduções em itens relacionados a aluguel, taxas e artigos para reparos.

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