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Polêmica

Policiais penais denunciam suposto tratamento diferenciado a Deolane na prisão

Segundo o Sinppenal, houve tratamento fora dos protocolos na unidade

• Atualizado

Redação

Por Redação

Foto: Reprodução/Primeiro Impacto, via SBT News
Foto: Reprodução/Primeiro Impacto, via SBT News

O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) afirmou que a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, presa por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), teria recebido tratamento diferenciado na Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte da capital paulista.

Segundo a entidade, a denúncia foi encaminhada à Direção-Geral da Polícia Penal e pede a abertura de um processo administrativo disciplinar para apurar possíveis irregularidades e responsabilizar os envolvidos.

De acordo com o sindicato, ao chegar à unidade prisional, Deolane teria sido recebida pelo diretor da penitenciária, algo que não seguiria o protocolo padrão. A denúncia também afirma que uma sala de espera, normalmente usada por detentas que aguardam atendimento médico, teria sido esvaziada para acomodá-la.

Ainda segundo o Sinppenal, a influenciadora teria consumido refeições preparadas para servidores, e não as destinadas às demais detentas. A entidade também afirma que ela teve acesso a banho quente em chuveiro elétrico privativo, dormiu em cama diferente das utilizadas nas celas comuns e contou com maior privacidade, com restrição de acesso de agentes penais ao local onde estava custodiada.

O sindicato sustenta que as condutas citadas violariam a Lei de Execução Penal, que prevê igualdade de tratamento entre presos, e também a Lei Orgânica da Polícia Penal de São Paulo, que estabelece princípios como impessoalidade, moralidade e legalidade no sistema prisional.

A entidade também chama atenção para a superlotação nas unidades. Segundo dados da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), a Penitenciária Feminina de Santana tem capacidade para 2.686 internas, mas abriga 2.822, acima do limite. Já a unidade de Tupi Paulista, para onde Deolane foi transferida, também opera acima da capacidade, com 872 presas para 714 vagas.

O Sinppenal ainda critica a defasagem de policiais penais e relata dificuldades no atendimento às internas, como demora no acesso a medicamentos e atrasos em escoltas para atendimentos de saúde.

Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária afirmou que Deolane foi alocada conforme determinação judicial, que reconheceu sua condição de advogada. A pasta informou ainda que sua atuação se limitou ao cumprimento das ordens do Poder Judiciário.

*Com informações de Agência Brasil.

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