Em audiência, Deolane Bezerra chora e fala sobre prisão preventiva
Influenciadora teve prisão preventiva mantida em investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC
• Atualizado
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra afirmou nesta quinta-feira (21), durante audiência de custódia, que foi presa “no exercício da profissão” ao comentar a investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Justiça decidiu manter a prisão preventiva da influenciadora após a audiência.
“Eu advogava”, diz Deolane
Durante o depoimento, Deolane afirmou que os fatos investigados ocorreram entre 2019 e 2020 e que os valores recebidos em sua conta teriam relação com sua atuação profissional como advogada.
“Eu fui presa no exercício da profissão. À época dos fatos eu advogava”, declarou.
Emocionada, ela também reclamou da apreensão de objetos pessoais durante o cumprimento dos mandados de busca.
“Acabaram levando itens pessoais que não dizem respeito a mim, do meu filho”, afirmou.
Na audiência, a defesa da influenciadora pediu a revogação da prisão preventiva ou a substituição por prisão domiciliar.
A advogada Josimary Rocha argumentou que Deolane é mãe de uma criança de 9 anos e citou entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre casos envolvendo mulheres com filhos menores.
A defesa também mencionou o artigo 318-A do Código de Processo Penal, que prevê prisão domiciliar para mães de crianças quando o crime investigado não envolve violência ou grave ameaça.
OAB participou da audiência
Um representante da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo participou da audiência e solicitou respeito às prerrogativas profissionais da influenciadora. A entidade pediu que o recolhimento ocorresse em sala de Estado-Maior ou, alternativamente, em prisão domiciliar.
Operação investiga lavagem de dinheiro
Deolane foi presa preventivamente durante a Operação Vérnix, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.
Segundo as investigações, a influenciadora seria uma das integrantes de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
Relatórios policiais apontam movimentações superiores a R$ 7,6 milhões entre 2018 e 2022, além de depósitos em espécie considerados atípicos.
A investigação também cita supostos vínculos financeiros entre Deolane e Everton de Sousa, apontado como operador financeiro da facção criminosa.
Além dela, familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, também foram alvo da operação.
*Texto com informações do SBT News
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