Mais de 100 gatos serão retirados de residência após decisão judicial em Concórdia
A decisão é uma resposta ao pedido do Ministério Público
• Atualizado
A Justiça de Concórdia determinou a retirada de todos os gatos de uma casa do município, após ser identificada uma situação de acúmulo excessivo de animais em condições insalubres.
A decisão é uma resposta ao pedido do Ministério Público, já que tanto os animais, quanto a proprietária da casa, uma mulher de 73 anos, tem a saúde afetada pela situação.
Segundo o processo, após uma vistoria recente realizada no imóvel foram localizados 119 gatos, em um ambiente considerado inadequado, com sujeira de fezes e risco de doenças.
O total de animais pode ser maior que esse número, já que os gatos circulam livremente pela casa, se reproduzem e atraem outros felinos. Por conta disso, a decisão da Justiça determina que todos os animais localizados no imóvel precisam ser retirados.
Gatos serão retirados de casa em Concórdia
A princípio, o Ministério Público já havia firmado um acordo com a moradora da casa, com medidas como castração, controle sanitário e encaminhamento para adoção, entretanto, as obrigações não foram cumpridas.
Conforme a decisão, o acúmulo de gatos em condições precárias é classificado como maus-tratos e representa risco tanto para os animais, quanto para as pessoas. Sendo assim, a Justiça entendeu que uma intervenção imediata do poder público era necessária.
O processo busca não apenas cuidar dos animais, mas recuperar as condições de higiene da casa, tornando a retirada dos felinos a única forma eficaz de permitir um tratamento adequado.
A gravidade da situação clínica de alguns gatos também foi o que mobilizou a decisão judicial, além do risco de agravamento do caso. Por conta disso, um cronograma de retirada gradual, com resgates diários, priorizando os casos mais graves, foi estabelecido.
Felinos irão para adoção
Os gatos serão encaminhados a locais adequados, sob a responsabilidade do município onde vão receber atendimento veterinário, vacinação, castração e, em seguida, serão disponibilizados para adoção. Todo o processo deverá ser acompanhado e documentado.
Outra determinação prevê que a proprietária de casa permita a entrada das equipes técnicas na casa. Em caso de resistência, a Justiça autorizou o uso de força necessária para garantir o cumprimento da medida.
A condição da idosa também preocupa, já que ela vive sozinha e pode estar em situação de vulnerabilidade. A decisão determina que o município realize uma avaliação psicossocial e ofereça acompanhamento por profissionais de saúde e assistência social.
De acordo com a decisão judicial, a retirada dos animais foi motivada pela combinação de fatores como superlotação, risco de maus-tratos, condições insalubres e descumprimento de medidas anteriores.
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