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Justiça concede liberdade provisória a ex-diretor do Presídio de Lages

Rodrigo Barroso havia sido detido em 26 de fevereiro deste ano durante uma ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO)

• Atualizado

Rádio Clube

Por Rádio Clube

Justiça concede liberdade provisória a ex-diretor do Presídio de Lages | Foto: Reprodução
Justiça concede liberdade provisória a ex-diretor do Presídio de Lages | Foto: Reprodução

O advogado Guilherme Ramos, responsável pela defesa do ex-policial penal e ex-diretor do Presídio Regional de Lages, Rodrigo Barroso, informou que seu cliente obteve o direito de responder em liberdade às acusações formuladas no âmbito da Operação Carne Fraca. A decisão judicial em primeira instância, que concedeu a liberdade provisória, foi proferida na comarca de Lages no final da manhã desta sexta-feira (19).

Justiça concede liberdade provisória a ex-diretor; Decisão judicial

O pedido de revogação da prisão preventiva foi protocolado pela defesa técnica e acatado pelo Poder Judiciário local. Rodrigo Barroso havia sido detido em 26 de fevereiro deste ano durante uma ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). A investigação apura o suposto recebimento de vantagens indevidas e benefícios oriundos de familiares de detentos custodiados na unidade prisional da Serra Catarinense.

De acordo com as informações prestadas pelo defensor, o investigado cumpre os atos processuais na capital do estado, Florianópolis, local onde permanece recolhido. A previsão das autoridades é de que o cumprimento do alvará de soltura e a consequente liberação ocorram até o final da tarde de hoje, após a conclusão dos trâmites burocráticos e das notificações cartorárias obrigatórias.

Entenda o caso e a cronologia dos fatos

O Ministério Público apura se, entre março e outubro de 2025, o então diretor Rodrigo Barroso recebeu vantagens alimentícias, como carnes nobres enviadas pela companheira de um apenado, em troca de facilidades administrativas e benefícios na execução penal. A defesa nega irregularidades e classifica os contatos como estritamente institucionais.

As suspeitas levaram à deflagração da Operação Carne Fraca, pelo GAECO e GEAC, em 26 de fevereiro de 2026, resultando na prisão do servidor. Imediatamente, a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) afastou o diretor e nomeou uma gestão interina para auditar o Presídio Masculino de Lages.

Em 3 de março de 2026, o governador Jorginho Mello oficializou a exoneração de Barroso do cargo de policial penal. A Sejuri e a defesa esclareceram que essa demissão não teve relação com a operação recente, sendo apenas o cumprimento de uma decisão judicial antiga envolvendo o concurso público de 2006.

Após a audiência de custódia, o ex-diretor foi transferido para Florianópolis, onde permaneceu preso em uma cela isolada para garantir sua integridade física devido à antiga função. Desde então, a equipe jurídica trabalhava na análise do inquérito para fundamentar o pedido de soltura.

Matéria em atualização.

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