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Governador aliado de Bolsonaro recebe aceno de Lula e retribui: ‘As eleições acabaram’

O governador é um aliado do ex-presidente e ficou conhecido por ser um líder da direita

• Atualizado

Estadão Conteúdo

Por Estadão Conteúdo

Foto: reprodução/internet
Foto: reprodução/internet

Menos de uma semana após se encontrar com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (PL), o presidente Luiz Inácio da Silva visitou o Rio de Janeiro nesta terça-feira, 6, na segunda parada da série de viagens aos Estados do Sudeste, e se comprometeu com outro aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o governador do Rio, Cláudio Castro (PL). Recebido com vaias do público, o chefe do Executivo estadual retribuiu o aceno do presidente: “as eleições acabaram”.

Enquanto, o PT costura nos bastidores as candidaturas para as eleições municipais deste ano, Lula busca aumentar a capilaridade do partido no Rio, um reduto do bolsonarismo, e aproveita para retribuir o apoio de lideranças locais na disputa vitoriosa à Presidência da República em 2022.

“Eu duvido que um presidente investiu mais no Rio de Janeiro do que eu investi de 2003 a 2010. Vamos investir mais do que qualquer outro presidente investiu. Já investimos na Petrobras e vamos voltar a fazer plataformas, fazer navios, fazer sondas… Vamos voltar a investir”, afirmou Lula.

Na sexta-feira, 2, o governador Tarcísio de Freitas ouviu um pedido inusitado em cerimônia de comemoração aos 132 anos do Porto de Santos. “Volta para o PT, Tarcísio”, gritou um homem entre o público que acompanhava a solenidade. O aliado de Bolsonaro não conteve a gargalhada.

Ao lado de políticos do PP e de aliados de Castro na entrega de residências do programa Minha Casa, Minha Vida, em Magé (RJ), o presidente ignorou as vaias contra Castro e os gritos de “Fora, Bolsonaro” e focou em um discurso com apelo social. Pouco antes, Castro buscou a conciliação.

“As eleições acabaram. Temos que trabalhar juntos independentemente da coloração partidária e das bandeiras ideológicas”, afirmou Castro.

O palco montado em meio aos prédios de apartamentos em Magé abrigou políticos que devem estar em lados opostos na disputa municipal deste ano, seja como candidatos ou como cabos eleitorais.

De um lado, a ministra Anielle Franco (Igualdade Racial), que tenta se viabilizar como um nome para a vice do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que tentará a reeleição. A irmã da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, conta com o apoio e entusiasmo da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.

Do outro, Castro e os caciques do PP, que tendem a compor uma chapa única em torno do nome indicado pelo ex-presidente Bolsonaro.

Investimentos na educação

Lula se emocionou ao falar sobre a entrega das residências do programa de habitação do governo federal. Em um discurso de apelo social, o presidente disse que é preciso “cuidar dos pobres”.

“Eu não quero governar. Eu quero cuidar de gente que precisa ser cuidada. Quem precisa do governo é o povo mais humilde deste País, que só é lembrado em épocas de eleições. Para cuidar dos pobres, a gente não governa com a cabeça. Para cuidar dos pobres, a gente governa com o coração”, afirmou.

O presidente anunciou a intenção de viabilizar a implantar de institutos federais de educação no Estado até 2026, quando termina seu terceiro mandato na Presidência.

“Até 2026, Magé terá um Instituto Federal (de Educação). Vamos fazer um aqui, em Belford Roxo, São Gonçalo, Teresópolis e um no Complexo do Alemão”, disse.

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