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Vigilância Sanitária

SC registra 26 casos de raiva em rebanhos e Cidasc faz alerta aos produtores

Região Sul concentra o maior número de ocorrências

• Atualizado

Redação

Por Redação

Foto: Freepik/Ilustrativa
Foto: Freepik/Ilustrativa

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) reforçou o alerta para a vacinação de animais de produção após registrar 26 casos de raiva em 2026. A doença, que não tem cura e pode ser transmitida aos seres humanos, tem como principal forma de prevenção a imunização dos rebanhos.

As ocorrências foram registradas nos municípios de Angelina, Apiúna, Bocaina do Sul, Caçador, Chapecó, Criciúma, Gravatal, Indaial, Itapiranga, Major Gercino, Orleans, Pescaria Brava, São Francisco do Sul e São José do Cedro. Pescaria Brava lidera o número de confirmações, com seis casos, seguida por Chapecó, com quatro, e Orleans, com três.

Segundo a Cidasc, o morcego hematófago (Desmodus rotundus) é o principal transmissor da raiva entre os herbívoros no meio rural. Por isso, além da vacinação, o órgão orienta que os produtores comuniquem imediatamente qualquer suspeita da doença ou a presença de morcegos atacando os animais.

Um dos casos confirmados neste ano ocorreu em Itapiranga, na fronteira com a Argentina. O animal apresentou sinais neurológicos, como alteração de comportamento, salivação intensa, dificuldade para caminhar e respirar. Após a morte, amostras foram encaminhadas para análise, que confirmou o diagnóstico de raiva.

Na mesma região, uma propriedade vizinha notificou outro bovino com sintomas semelhantes. O caso ainda é investigado e depende de confirmação laboratorial. De acordo com a Cidasc, as duas propriedades já tinham histórico de ataques de morcegos hematófagos.

Entre os principais sinais da doença estão comportamento anormal, isolamento do rebanho, andar cambaleante, salivação excessiva e paralisia progressiva. A orientação é que produtores não manipulem animais com suspeita de raiva nem morcegos encontrados com comportamento incomum, evitando o risco de contaminação.

Para reduzir a circulação do vírus, a Cidasc recomenda manter a vacinação dos rebanhos em dia. O esquema indicado prevê uma primeira dose, reforço após 30 dias e novas aplicações a cada seis meses. A companhia destaca que a prevenção é a forma mais eficaz de proteger os animais, os produtores rurais e a saúde pública.

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