Alesc aprova pagamento de R$ 100 por javali abatido e cria política para economia do mar em SC
As duas propostas foram aprovadas pelos deputados estaduais e agora seguem para análise do governador
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O Plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou, na tarde da última quarta-feira (15), dois projetos de lei em diferentes áreas do estado. Um deles cria um incentivo financeiro para o controle da população de javalis. O outro estabelece uma política para estimular investimentos ligados à economia do mar.
As duas propostas foram aprovadas pelos deputados estaduais e agora seguem para análise do governador Jorginho Mello (PL), que decidirá se sanciona ou veta os textos.
Projeto prevê pagamento de R$ 100 por javali abatido
Um dos projetos aprovados cria um programa de incentivo financeiro para aumentar o controle da população de javalis em Santa Catarina. A espécie é considerada invasora e causa prejuízos principalmente às lavouras e propriedades rurais.
Pela proposta, pessoas físicas e jurídicas autorizadas pelos órgãos ambientais para realizar o manejo dos animais poderão receber R$ 100 por javali abatido.
Para ter direito ao pagamento, será necessário comprovar que a ação ocorreu dentro da lei. Quando o abate acontecer em uma propriedade privada, também será exigida a autorização do proprietário.
O objetivo é reforçar as ações já previstas na legislação estadual para reduzir os impactos provocados pela espécie no campo.
Nova política busca fortalecer a economia do mar
Outro projeto aprovado cria a Política Estadual de Zonas Especiais Náuticas de Desenvolvimento (Zena). A proposta busca incentivar investimentos em atividades ligadas ao setor náutico, como construção e manutenção de embarcações, fabricação de equipamentos, marinas, infraestrutura portuária privada, centros de pesquisa, inovação e turismo.
De acordo com o texto, essas áreas terão uma estrutura organizada para reunir empresas e serviços voltados ao desenvolvimento da economia do mar. O projeto também prevê incentivo à inovação e à sustentabilidade, além de facilitar o acesso dos empreendimentos a programas estaduais de apoio.
Apesar disso, a proposta deixa claro que os empreendimentos continuarão obrigados a obter licenciamento ambiental e demais autorizações exigidas pela legislação.
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