Meteorologista afirma que “super El Niño” deve causar enchentes e tornados no Sul
Aquecimento “anormal” no Oceano Pacífico Equatorial indica um fenômeno de grande intensidade
• Atualizado
O meteorologista Piter Scheuer fez um alerta, em suas redes sociais, sobre a previsão de um El Niño de grande intensidade nos próximos meses. Segundo ele, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial está em um nível “anormal e intenso”, o que pode levar à formação de um chamado “super El Niño”, com pico previsto para a primavera.
“Eu tô abismado”, afirmou. “Eu nunca vi, em toda minha carreira profissional, um aquecimento tão anormal e intenso como este que está tendo no Oceano Pacífico Equatorial”.
Scheuer também criticou o que considera uma postura de minimização por parte de alguns profissionais. “Eu recebi inúmeros vídeos de alguns profissionais e até meteorologistas amenizando o El Niño que tá vindo por aqui”, disse. “O que vocês estão esperando para começar a alertar?”.
Ele ainda questionou a incerteza levantada por outros especialistas. “E aí o pessoal fica: ‘não, é que ainda é incerto o que vai acontecer’. Traz dúvida do quê? É um El Niño muito forte”.
De acordo com o meteorologista, os impactos podem ser severos, principalmente na região Sul do Brasil. “Vai ter tornados no oeste da região Sul do Brasil”, declarou. “Vai ter enchente, vai ter problemas associados a deslizamentos de terra, queda de barreira”.
O que é o El Niño
O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Ele ocorre quando os ventos alísios enfraquecem, o que altera a circulação atmosférica e influencia o clima em diversas regiões do planeta.
Esse fenômeno não acontece todos os anos, sendo registrado em intervalos que variam entre dois e sete anos. O episódio mais recente ocorreu entre 2023 e 2024 e contribuiu para recordes de temperatura global.
Impactos no Brasil
No Brasil, o El Niño provoca mudanças importantes nos padrões de chuva e temperatura. De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), os efeitos variam por região:
- Sul: aumento do volume de chuvas, com risco de alagamentos e inundações
- Norte e Nordeste: redução das chuvas, com possibilidade de secas severas
- Centro-Oeste e Sudeste: mais calor e períodos de baixa umidade
Além disso, a combinação de altas temperaturas e tempo seco pode aumentar o risco de queimadas, especialmente na Amazônia e no Pantanal, principalmente a partir do segundo semestre.
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