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EL NIÑO

Clima pode virar em 2026 com volta do El Niño; entenda os impactos

Fenômeno climático tem mais de 60% de chance de se formar ainda este ano

• Atualizado

Redação

Por Redação

Clima pode virar em 2026 com volta do El Niño; entenda os impactos | Foto: Montagem/Canva
Clima pode virar em 2026 com volta do El Niño; entenda os impactos | Foto: Montagem/Canva

O fenômeno climático El Niño pode voltar a se formar ainda em 2026, com potencial para provocar mudanças significativas no clima em diversas regiões do Brasil. Projeções indicam que a probabilidade de ocorrência já passa de 60% ao longo do ano.

As estimativas são baseadas em dados da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e foram divulgadas pelo portal Metrópoles.

Quando o fenômeno pode se formar?

Segundo os modelos climáticos, o cenário atual ainda é de neutralidade no Oceano Pacífico Equatorial, com cerca de 80% de chance de se manter assim até o fim do primeiro semestre.

No entanto, a partir do trimestre entre maio, junho e julho, a probabilidade de formação do El Niño começa a aumentar, podendo ultrapassar 90% no segundo semestre de 2026.

O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Esse processo ocorre devido ao enfraquecimento dos ventos alísios, o que altera a circulação atmosférica em várias partes do planeta.

Ele não ocorre todos os anos, sendo registrado em intervalos que variam entre dois e sete anos. O episódio mais recente aconteceu entre 2023 e 2024 e contribuiu para recordes de temperatura global.

Impactos no Brasil

No Brasil, o fenômeno costuma provocar mudanças importantes nos padrões de chuva e temperatura.

De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), os efeitos podem variar por região:

  • Sul: aumento do volume de chuvas, com risco de alagamentos e inundações
  • Norte e Nordeste: redução das chuvas, com possibilidade de secas severas
  • Centro-Oeste e Sudeste: mais calor e períodos de baixa umidade

Além disso, a combinação de altas temperaturas e tempo seco pode elevar o risco de queimadas, especialmente na Amazônia e no Pantanal, principalmente a partir do segundo semestre.

Atenção para eventos extremos

Especialistas alertam que o El Niño pode intensificar eventos climáticos extremos, como ondas de calor, chuvas intensas e períodos prolongados de estiagem.

Por isso, o monitoramento das condições climáticas deve ser intensificado ao longo dos próximos meses.

*Com informações do Metrópoles.

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