El Niño deve ganhar força nos próximos meses e aumentar as chuvas no Sul
Fenômeno já está em andamento e deve alterar o clima no Brasil
• Atualizado
O fenômeno climático El Niño já está em andamento e pode atingir forte intensidade até setembro, aumentando o risco de ondas de calor, seca e chuvas intensas em diferentes partes do mundo. O alerta foi divulgado nesta sexta-feira (3) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).
Segundo a agência, o fenômeno deve ganhar força rapidamente nos próximos meses e ainda pode atingir uma intensidade ainda maior, caso as condições continuem evoluindo.
No Brasil, os efeitos já começam a preocupar. De acordo com o primeiro boletim do Painel El Niño, divulgado no fim de junho, a previsão para este trimestre é de chuvas acima da média na Região Sul e abaixo da média nas áreas do centro-norte do país. O documento também aponta aumento do risco de ondas de calor e de incêndios florestais durante o segundo semestre.
O El Niño ocorre quando as águas do Oceano Pacífico ficam mais quentes do que o normal. Esse aquecimento altera o clima em várias partes do mundo, influenciando o volume de chuvas e as temperaturas. O fenômeno costuma ocorrer em intervalos de dois a sete anos e pode durar de nove a doze meses.
A OMM também prevê temperaturas acima da média na maior parte das regiões habitadas do planeta nos próximos meses. Segundo a agência, os efeitos do El Niño devem ser sentidos até o fim de 2026 e podem se estender por parte de 2027.
A ONU destaca que não há evidências de que as mudanças climáticas façam o El Niño ocorrer com mais frequência ou mais intensidade. No entanto, o aquecimento global pode ampliar os efeitos do fenômeno, favorecendo eventos extremos, como ondas de calor, chuvas intensas e períodos de seca.
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