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AFASTADA

Servidora da saúde é alvo de operação por suspeita de fraudes em Chapecó

Investigação apura supostos registros falsos de visitas domiciliares; servidora foi afastada do cargo

• Atualizado

Olga Helena de Paula

Por Olga Helena de Paula

Servidora da saúde é alvo de operação por suspeita de fraudes em Chapecó | Foto: PCSC/Divulgação
Servidora da saúde é alvo de operação por suspeita de fraudes em Chapecó | Foto: PCSC/Divulgação

Uma servidora da área da saúde de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, virou alvo de uma operação da Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (7). A investigação apura suspeitas de fraudes em registros de visitas domiciliares feitas no sistema da prefeitura.

Batizada de “Gasparzinho”, a operação foi realizada pela 5ª Delegacia Especializada no Combate à Corrupção (DECOR) e cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Chapecó e também em Pato Branco, no Paraná.

Segundo a Polícia Civil, a apuração começou após uma denúncia encaminhada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que apontava possíveis irregularidades envolvendo uma servidora do setor da saúde pública municipal.

O que é investigado

Conforme a investigação, a servidora é suspeita de inserir informações possivelmente falsas em um sistema informatizado usado pela prefeitura para registrar visitas domiciliares realizadas por agentes comunitários de saúde.

Os mandados foram cumpridos em:

  • setores administrativos do município;
  • uma unidade de saúde;
  • residência ligada à investigação;
  • empresa responsável pelo sistema tecnológico utilizado na gestão da saúde pública.

Além das buscas, a Justiça também determinou o afastamento cautelar da servidora investigada, proibindo o acesso dela aos sistemas e funções do setor.

A Polícia Civil informou ainda que solicitou os registros de atividades relacionados ao trabalho desempenhado pela servidora.

Operação teve apoio de outras unidades

A ação contou com apoio de policiais da Coordenadoria Estadual de Combate à Corrupção (CECOR), da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de São Lourenço do Oeste.

O material apreendido durante a operação será analisado pelos investigadores.

O que diz a Prefeitura de Chapecó

Em nota, a Prefeitura de Chapecó informou que a investigação envolve “uma única servidora”, agente comunitária de saúde, suspeita de irregularidades nos registros de visitas domiciliares.

O município afirmou ainda que já adotou medidas administrativas, incluindo o afastamento da servidora, e reforçou que está colaborando com as investigações.

“A Administração Municipal reafirma sua colaboração integral com as autoridades competentes, prezando pela transparência e pelo cumprimento da legalidade”, diz trecho da nota.

A Polícia Civil informou que outras informações seguem sob sigilo para não atrapalhar o andamento da investigação.

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