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Crime organizado

Polícia Civil indicia Deolane Bezerra por organização criminosa e lavagem de dinheiro

Influenciadora é apontada pela Polícia Civil como envolvida em movimentações financeiras

• Atualizado

Redação

Por Redação

Polícia Civil indicia Deolane Bezerra por organização criminosa e lavagem de dinheiro – Imagem: reprodução
Polícia Civil indicia Deolane Bezerra por organização criminosa e lavagem de dinheiro – Imagem: reprodução

A Polícia Civil concluiu as investigações da Operação Vérnix e indiciou a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ela está presa há oito dias.

Segundo a investigação, Deolane é apontada como uma das pessoas envolvidas na movimentação de recursos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O relatório final, com 113 páginas, foi entregue à Justiça após análises de buscas e apreensões realizadas na operação.

De acordo com a polícia, ela teria atuado na lavagem de dinheiro da família de Marcos Willians Herbas Camacho, o “Marcola”, apontado como líder do PCC.

Além de Deolane Bezerra, a Polícia Civil indiciou:

  • Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola);
  • Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, irmão de Marcola;
  • Paloma Sanches Herbas Camacho;
  • Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho;
  • Everton de Souza, conhecido como “Player” ou “Gordão”;
  • Eduardo Afonso Rodrigues, contador de Deolane.

Todos respondem pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Em caso de condenação, as penas podem variar de 7 a 24 anos de prisão.

A investigação aponta ainda que dois dos indiciados estão foragidos, enquanto Marcola e o irmão dele já cumprem pena em presídio federal de segurança máxima, em Brasília.

O que diz a investigação

De acordo com a Polícia Civil, novas provas indicam que Deolane continuava atuando em operações financeiras ligadas ao grupo criminoso pouco antes da Operação Vérnix.

Os investigadores afirmam que, há pouco mais de um mês, uma empresa considerada de fachada e vinculada ao chamado “Grupo Deolane” teve seu endereço transferido de Martinópolis, no interior de São Paulo, para um imóvel na zona leste da capital paulista.

Durante as buscas, a polícia também encontrou documentos que apontariam um plano de reestruturação empresarial do grupo e a previsão de compra de um fundo de investimentos em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Apesar de a investigação ter identificado movimentações financeiras consideradas suspeitas em nome de Giliard Vidal dos Santos, filho da influenciadora, a Polícia Civil decidiu não indiciá-lo. Segundo o relatório, não há provas técnicas suficientes para comprovar que os valores analisados tenham origem no crime organizado.

Polícia pede bloqueio de bens

A Polícia Civil também solicitou à Justiça o sequestro dos bens apreendidos durante a operação. Entre os itens estão joias, relógios de luxo, dinheiro em espécie e sete veículos de alto padrão avaliados em cerca de R$ 10 milhões.

Um dos automóveis que chamou a atenção dos investigadores foi uma Lamborghini registrada em nome da empresa Deolane Bezerra Holding Patrimonial.

Segundo a polícia, o veículo foi adquirido da empresa Ryan SP Holding Patrimonial, ligada ao cantor MC Ryan SP. O artista é citado em outra investigação, a Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, que apura suposta lavagem de dinheiro do crime organizado.

O que diz a defesa

Até o momento, a defesa de Deolane Bezerra não se manifestou sobre o relatório final da Polícia Civil. Durante os interrogatórios, tanto Deolane quanto Everton de Souza exerceram o direito constitucional de permanecer em silêncio. Já o contador Eduardo Afonso Rodrigues negou participação nos crimes investigados.

*Com informações de SBT News.

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