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DE DENTRO DAS GRADES

Facção comandava crimes de dentro de presídio em SC, diz Gaeco

Operação Fronteira Sul cumpriu mandados em SC e no RS contra grupo investigado por tráfico, armas e ligação entre facções criminosas

• Atualizado

Olga Helena de Paula

Por Olga Helena de Paula

Facção comandava crimes de dentro de presídio em SC, diz Gaeco | Foto: MPSC/GAECO/Divulgação
Facção comandava crimes de dentro de presídio em SC, diz Gaeco | Foto: MPSC/GAECO/Divulgação

Uma facção criminosa investigada por comandar crimes de dentro e fora de um presídio em Santa Catarina foi alvo da Operação Fronteira Sul, deflagrada na manhã desta sexta-feira (8) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Segundo as investigações, o grupo possui ligação direta com organizações criminosas do Rio Grande do Sul.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão:

  • um no Complexo Penitenciário da Canhanduba, em Itajaí;
  • dois na cidade de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul.

A ação ocorre em apoio a um Procedimento Investigatório Criminal conduzido pela 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Brusque e ao Grupo Estadual de Enfrentamento a Facções Criminosas (GEFAC).

Investigação aponta liderança de facção gaúcha

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as investigações identificaram que o principal alvo da operação ocupa cargo de liderança em uma facção criminosa do Rio Grande do Sul.

Ainda conforme o Gaeco, o investigado teria ligação anterior com uma organização criminosa de São Paulo.

Outro suspeito investigado já teria cumprido mais de 20 anos de prisão no sistema penitenciário paulista e atualmente faria conexões entre facções criminosas catarinenses.

Facção é investigada por tráfico e crimes com armas

As apurações apontam que os investigados estariam envolvidos em:

  • tráfico de drogas;
  • crimes relacionados a armas;
  • articulação criminosa entre SC e RS;
  • atuação de facções dentro e fora do sistema prisional.

Durante as investigações, o Gaeco identificou imagens do principal investigado portando armas de fogo, utilizando colete balístico com identificação policial e uniformes semelhantes aos usados por forças de segurança de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Drogas tinham identificação da facção

Outro detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi a identificação encontrada em tabletes de drogas apreendidos durante as apurações.

Segundo o MPSC, os entorpecentes tinham inscrições com o nome de integrantes da organização criminosa, indicando o alto grau de organização da facção.

Operação teve apoio da Polícia Penal

A operação mobilizou integrantes do Gaeco de Santa Catarina e do Ministério Público do Rio Grande do Sul, além de equipes especializadas da Polícia Penal catarinense.

Participaram da ação policiais do GAECO do MPRS, oito integrantes do Grupo Tático de Intervenção (GTI) e equipes do Canil da Polícia Penal com cão farejador.

Os materiais apreendidos serão encaminhados para perícia da Polícia Científica.

Investigação segue em sigilo

Segundo o Ministério Público, as investigações continuam e buscam identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a possível rede criminosa.

O procedimento tramita sob sigilo e novas informações poderão ser divulgadas após a liberação judicial dos autos.

O que significa a Operação Fronteira Sul

De acordo com o Gaeco, o nome da operação faz referência ao combate das conexões criminosas entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A força-tarefa busca desarticular a comunicação e atuação conjunta entre facções dos dois estados, especialmente em regiões próximas às divisas.

O SCC10 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (SEJURI), o espaço segue aberto para posicionamento.

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