Servidoras trabalham trancadas após ataque em CRAS de Ponte Alta
Coordenadora foi agredida e perseguida; suspeito continua foragido
• Atualizado
O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Ponte Alta passou a operar com as portas trancadas após um ataque à faca contra a coordenadora da unidade, Suelen Machado, ocorrido no dia 18 de junho. Duas semanas após o episódio, o autor do crime permanece foragido, o que motivou a adoção de medidas restritivas de acesso por parte das funcionárias devido ao receio de novas investidas.
O caso teve início por volta do meio-dia, quando a coordenadora presenciou o homem agredindo sua cadela de estimação em frente à sua residência. Ao intervir em defesa do animal, ela foi ameaçada com um facão e o suspeito fugiu temporariamente após a intervenção do marido da servidora.
Invasão e perseguição no prédio público
Por volta das 14h15min do mesmo dia, o homem deslocou-se até a sede do CRAS. Ao notar a presença do suspeito no estacionamento pelas câmeras de monitoramento, a coordenadora solicitou que outra funcionária realizasse o atendimento para evitar o contato direto. No entanto, o agressor invadiu a recepção e avançou em direção ao corredor interno.
A servidora tentou conter o homem travando uma das portas de acesso, mas o agressor conseguiu arrombá-la por meio de chutes e empurrões. No corredor, a coordenadora conseguiu esquivar-se e correr para a área externa da unidade, sofrendo um corte por arma branca no dedo durante a ação. Na rua, o homem perseguiu a vítima ao redor de um veículo, proferindo ameaças de morte e arremessando pedras. O ataque foi interrompido quando moradores e testemunhas começaram a gritar, provocando a fuga do suspeito.
Impacto no atendimento do CRAS e medidas de proteção
A unidade do CRAS atende regularmente grupos vulneráveis, incluindo crianças, adolescentes e idosos. Diante da ausência de vigilância fixa, a rotina de trabalho foi alterada.
“Estamos trabalhando de portas fechadas visto que não temos segurança alguma. É um pedido de socorro para que a gente tenha uma resposta”, relatou Suelen Machado.
O prefeito de Ponte Alta, Edson Wolinger, informou que o temor provocado pelo atentado estendeu-se a outras repartições públicas municipais, como secretarias e postos de saúde, que também passaram a solicitar a presença de agentes de segurança.
Como primeira medida de contingência, a administração municipal alinhou com o comando local da Polícia Militar a intensificação das rondas ostensivas nas proximidades dos prédios públicos. Paralelamente, o Executivo realiza o levantamento de custos orçamentários para a contratação emergencial de uma empresa de vigilância privada, uma vez que o quadro funcional próprio do município não dispõe do cargo de vigilante. A Polícia Civil mantém em andamento o inquérito para localizar e prender o investigado.
Matéria em colaboração com o repórter Evandro Gioppo.
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