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Ponto final

Os 10 dias de julgamento do caso Kiss

Júri terminou com a condenação dos quatro acusados por homicídio; penas chegam a 22 anos

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Os 10 dias de julgamento do caso Kiss

Quase nove anos após a fatídica noite de 27 de janeiro de 2013, quatro pessoas foram condenadas por homicídio e tentativa de homicídio pelo incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), que deixou 242 mortos e 636 feridos. Um dos donos da Kiss, Elissandro Spohr recebeu as maiores penas. Ao todo, ele foi condenado a 22 anos e 6 meses de cadeia. O outro sócio, Mauro Hoffmann, deverá cumprir 19 anos e 6 meses. Já os integrantes da banda Gurizada Fandangueira, o músico Marcelo de Jesus dos Santos, e o produtor Luciano Bonilha foram condenados a 18 anos de reclusão, cada.

O julgamento foi um dos mais longos da história do Rio Grande do Sul. Ao longo dos dez dias de júri, sobreviventes, testemunhas e outras pessoas direta ou indiretamente envolvidas com a tragédia foram ouvidas pelos jurados e pelo juiz Orlando Faccini Neto no Foro Central de Porto Alegre. 

A primeira pessoa a ser ouvida foi a sobrevivente Kátia Giane Pacheco, ex-funcionária da boate, que tinha 21 anos na época da tragédia. Ela teve 40% do corpo queimado e deu detalhes sobre o incêndio, ao longo de quatro horas.

“Teve duas pessoas que tentaram me tirar lá de dentro, porque tinha gente em cima de mim. Na hora, eles tentaram me levar e não conseguiram. Eu simplesmente me agarrei nas pernas de uma das pessoas de um jeito que ele, ele ou ela, não sei, não conseguia se mover. Daí foi quando fizeram força para me puxar”, declarou.

Entre os momentos que chamaram a atenção ao longo das oitivas, estão ainda as falas de um engenheiro que disse que “só ignorante” instalaria espuma em uma boate, a de um dos réus, Elissandro Spohr, que afirmou não aguentar mais e a do operador de som da noite da tragédia que chorou e pediu desculpas por ter desligado os microfones após o início do incêndio, impedindo que as pessoas pudessem ser alertadas e orientadas a deixar a boate: “Eu errei”.

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