Abin nega contato com influenciador que relatou suposto OVNI no Paraná
Influenciador afirmou ter recebido mensagem de um suposto agente da Abin
• Atualizado
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) negou ter entrado em contato com o influenciador Mayk Leão, que ganhou repercussão nacional após publicar vídeos de um suposto objeto voador não identificado (OVNI) em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (PR).
Em nota enviada ao SBT News, a agência informou que não reconhece a autenticidade de um documento divulgado pelo influenciador nas redes sociais. No material, uma pessoa que se apresenta como agente da Abin solicita uma reunião para tratar do caso.
“A ABIN não entrou em contato com o influenciador nem reconhece documento que circula nas redes sociais sobre o tema”, afirmou o órgão.
O suposto comunicado compartilhado por Mayk Leão traz os logotipos da Presidência da República e da Agência Brasileira de Inteligência. No texto, o autor afirma ser um “agente técnico de inteligência” e diz ter conseguido o contato do influenciador por meio de um perfil pessoal.

Um dos trechos do documento sugere uma reunião para orientar o influenciador sobre possíveis contatos de agências internacionais de inteligência e garantir seus direitos constitucionais. O conteúdo chamou a atenção pelo tom incomum e por não seguir os procedimentos formais normalmente adotados por órgãos públicos.
Vídeo viralizou nas redes sociais
Mayk Leão, conhecido por produzir conteúdo sobre resgate de animais, afirmou ter registrado luzes misteriosas sobre uma área de mata próxima à sua propriedade na noite de 31 de maio.
Segundo o influenciador, o objeto apresentava luzes coloridas, permaneceu parado por alguns instantes e depois desapareceu.
“Acho que acabei de ver uma nave alienígena gigantesca. Meu conteúdo não é esse, eu trabalho com resgate de animais, mas aconteceu algo sem explicação no sítio”, relatou em vídeo publicado nas redes sociais.
A gravação rapidamente viralizou e passou a ser analisada por pesquisadores ligados ao Museu de Ufologia, História e Ciência. Em entrevista ao SBT News, o professor Hernan Mostajo, diretor do Departamento de Astronomia do Observatório Cosmos, afirmou que uma análise preliminar não encontrou indícios de manipulação digital ou uso de inteligência artificial nas imagens.
FAB não identificou atividade anormal
O caso também motivou uma manifestação da Força Aérea Brasileira (FAB). Na terça-feira (2), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) informou que não detectou qualquer atividade anormal na região no dia do suposto avistamento.
Segundo a FAB, nenhum objeto desconhecido foi identificado pelos radares de defesa aérea e não houve registros relacionados ao caso em aeroportos da região.
“O controle do espaço aéreo ocorreu dentro da normalidade”, informou a instituição.
Até o momento, não existe uma explicação oficial para as luzes registradas pelo influenciador.
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