FIESC faz alerta sobre nova tarifa dos EUA para produtos brasileiros
A medida ainda não foi aprovada oficialmente, mas já gera tensão FIESC
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Enquanto parte das exportações brasileiras pode escapar das novas tarifas propostas pelos Estados Unidos, Santa Catarina corre o risco de estar entre os estados mais afetados. Isso porque, segundo a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), a maior parte dos produtos enviados pelo estado ao mercado americano é formada por itens industrializados, justamente o principal alvo da medida em análise pelo governo norte-americano.
A preocupação começou depois que um órgão do governo dos Estados Unidos recomendou a criação de uma tarifa extra de 25% sobre diversos produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos. A medida ainda não foi aprovada oficialmente, mas já gera tensão FIESC.
Exportações catarinenses podem ser mais afetadas
Segundo a FIESC, Santa Catarina pode sentir impactos maiores do que a média nacional porque boa parte das exportações do estado para os Estados Unidos é composta por produtos industrializados. O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destaca que o perfil das vendas catarinenses ao mercado norte-americano torna o estado mais vulnerável às novas tarifas.
“Essa recomendação é especialmente preocupante para Santa Catarina pelo perfil das exportações do estado para os Estados Unidos, mais focado em produtos manufaturados”, afirmou.
Poucos produtos ficariam livres da nova tarifa dos Estados Unidos, afirma Fiesc
Uma análise preliminar realizada pela Federação aponta que apenas entre 3,2% e 5,8% das exportações catarinenses para os Estados Unidos estariam fora da cobrança adicional de 25%.
O percentual é menor do que o registrado na média brasileira. No cenário nacional, entre 47,5% e 50,9% das exportações poderiam ficar isentas da medida, conforme os levantamentos iniciais.
A FIESC orienta que empresas exportadoras verifiquem individualmente se seus produtos estão incluídos na lista de exceções elaborada pelas autoridades norte-americanas. A relação contempla cerca de 1,7 mil itens que podem não ser atingidos pelas tarifas.
Consulta pública ainda está em andamento
Apesar da preocupação, a entidade ressalta que a recomendação do USTR ainda não representa uma decisão final. Antes da implementação das tarifas, foi aberta uma consulta pública para receber manifestações dos setores envolvidos.
Diante desse cenário, a FIESC informou que atuará em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) para acompanhar o processo e defender os interesses das empresas exportadoras catarinenses.
Defesa da parceria econômica
A Federação afirma que continuará dialogando com autoridades e representantes do setor produtivo dos dois países em busca de alternativas que minimizem os impactos para a indústria.
O objetivo, segundo a entidade, é preservar a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, considerada estratégica para diversos segmentos da economia catarinense.
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