Lages cria primeira Unidade Acolhedora para pessoas em situação de rua de SC
De acordo com levantamentos, o município contabiliza atualmente uma estimativa de até 100 pessoas nessa condição
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A Secretaria de Assistência Social de Lages reestruturou de forma permanente a política pública voltada para a população em situação de rua. De acordo com levantamentos da pasta, o município contabiliza atualmente uma estimativa de até 100 pessoas nessa condição. Para atender a essa demanda, a administração municipal estabeleceu um novo fluxo de triagem e assistência que integra as áreas de saúde e assistência social.
A secretária de Assistência Social, Inês Salmória, esclareceu que as mudanças foram iniciadas no domingo de Páscoa e não têm caráter temporário ligado à realização da Festa Nacional do Pinhão.
Funcionamento 24 horas e triagem
A primeira alteração no serviço consistiu na transformação do albergue municipal, que passou a operar em regime de acolhimento aberto 24 horas por dia. Anteriormente, os usuários utilizavam o espaço apenas para o pernoite. O ingresso no local ocorre de forma voluntária, após a abordagem das equipes sociais na rua.
A partir do acolhimento no albergue, todos os usuários passam por uma triagem detalhada realizada pelo Caps (Centro de Atenção Psicossocial). Esse procedimento identifica as necessidades médicas e psicológicas de cada indivíduo antes de direcioná-los para as etapas seguintes do tratamento.
Unidade Acolhedora pioneira
Lages instalou de forma inédita em Santa Catarina a Unidade Acolhedora de Pessoas Adultas em Situação de Rua. O centro de saúde mental e reabilitação, localizado no bairro Santo Antônio, teve o endereço exato mantido sob sigilo por razões de segurança. Atualmente, o albergue abriga cerca de 30 pessoas, enquanto 10 indivíduos já estão integrados ao tratamento especializado na unidade acolhedora.
O serviço é habilitado pelo Ministério da Saúde e permite a permanência dos pacientes por um período de até seis meses para tratamento de saúde. Durante o processo de internação, as equipes atuam de forma paralela no restabelecimento de vínculos familiares, na reinserção no mercado de trabalho e no acesso a benefícios socioassistenciais. Em razão do andamento do projeto, a prefeitura estuda a viabilidade de implantar uma segunda unidade para abrir mais 15 vagas no município.
Matéria em colaboração com o repórter Amarildo Volpato.
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