Gaeco deflagra Operação Pão e Circo em Santa Catarina
A investigação visa desarticular um suposto esquema criminoso que abrange 18 municípios do estado de Santa Catarina
• Atualizado
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a Operação Pão e Circo. A investigação visa desarticular um suposto esquema criminoso que abrange 18 municípios do estado de Santa Catarina e também a capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Ao todo, os agentes públicos estão cumprindo 50 mandados de busca e apreensão, além de terem efetuado a prisão do principal empresário suspeito de liderar o esquema.
Investigação de cartel no setor de eventos
A operação policial apura a existência de um cartel formado por empresários que atuam diretamente no setor de eventos e entretenimento. Conforme os dados preliminares apontados pelos investigadores, o grupo teria estruturado e colocado em prática, ao longo de alguns anos, um sistema de fraudes em licitações públicas municipais.
O objetivo do esquema consistia em eliminar a concorrência comercial de forma ilícita, manipular os preços praticados e dominar o mercado de contratação de shows com artistas de renome nacional. Com as ações coordenadas nas primeiras horas do dia, o Gaeco busca recolher documentos, dispositivos eletrônicos e novos indícios para robustecer o conjunto probatório do inquérito que tramita na Justiça.
Cumprimento de mandados em Abdon Batista
Na Região dos Lagos, os agentes concentraram as atividades no município de Abdon Batista. Por volta das 9h, equipes do Gaeco em veículos descaracterizados foram vistas na sede da Prefeitura Municipal, onde realizaram o levantamento e a apreensão de documentos oficiais no interior do prédio administrativo.
De acordo com as apurações iniciais sobre o caso, a fiscalização atual não possui relação com as contratações dos shows nacionais recentes realizados na cidade, como as apresentações de 2025 ou o show deste ano do cantor Eduardo Costa. O foco da apuração dos investigadores na prefeitura está direcionado especificamente para os contratos e procedimentos licitatórios da edição de 2023 da festa Expo Abdon. Até o momento, as autoridades não divulgaram se há agentes públicos municipais sob investigação ou envolvidos diretamente na situação.
Matéria em colaboração com Edson Varela.
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