Ex-servidor de Celso Ramos vira réu por improbidade
Justiça aceitou ação do MPSC; prefeito firmou acordo por omissão
• Atualizado
O Poder Judiciário recebeu uma ação de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra um ex-servidor da Unidade Básica de Saúde de Celso Ramos. Ele é acusado de utilizar seu cargo e o acesso ao sistema de compras para obter medicamentos controlados, como anabolizantes e ampolas de testosterona, para uso pessoal com recursos públicos.
Ex-servidor de Celso Ramos vira réu por improbidade; o caso e a denúncia
As investigações apontam que o ex-servidor teria utilizado o carimbo e a assinatura de uma médica em receituários para que o Município custeasse os medicamentos. O valor total do dano ao erário foi de R$ 756,00.
A Promotoria de Justiça da Comarca de Anita Garibaldi requer que o réu:
- Ressarça o valor desviado;
- Pague multa civil de igual valor;
- Tenha os direitos políticos suspensos por até 14 anos;
- Seja proibido de contratar com o Poder Público pelo mesmo período.
Na esfera penal, o homem já foi condenado a cinco anos e oito meses de reclusão por peculato e falsificação de documento, mas recorreu da sentença.
Acordo com o Executivo
O MPSC identificou que, embora o servidor tenha sido exonerado em 2023, a Prefeitura de Celso Ramos não havia adotado medidas para recuperar o valor gasto indevidamente. Diante do reconhecimento da omissão, o prefeito firmou um Acordo de Não Persecução Cível (ANPC).
Pelo acordo, já homologado pelo Judiciário, o prefeito comprometeu-se a:
- Ressarcir os R$ 756,00 ao erário municipal;
- Pagar uma multa civil de R$ 756,00 ao Fundo para Reconstituição de Bens Lesados.
A Promotora de Justiça Greice Chiamulera Cristianetti destacou que a medida busca a reparação do dano e a integridade institucional. O descumprimento do acordo pode acarretar novas sanções judiciais.
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