‘Prejudica os mais pobres’: Jorginho critica STF após derrubar lei de cotas em SC
Em publicação nas redes sociais, o chefe do Executivo estadual afirmou que a medida derrubada “não extinguia cotas, mas melhorava o sistema”
• Atualizado
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), reagiu à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que invalidou a lei estadual que proibia a adoção de cotas em universidades catarinenses. Em publicação nas redes sociais, o chefe do Executivo estadual criticou o entendimento da Corte e afirmou que a medida derrubada “não extinguia cotas, mas melhorava o sistema”.
A decisão do STF foi tomada na última quinta-feira (16) e considerou inconstitucional a proposta de autoria do deputado estadual Alex Brasil (PL). A legislação previa mudanças no modelo de acesso ao ensino superior público no estado, substituindo critérios como raça e identidade de gênero por recortes socioeconômicos.
Governador critica decisão e fala em prejuízo aos mais pobres
Em sua manifestação, Jorginho Mello afirmou que a proposta tinha como objetivo priorizar estudantes em situação de vulnerabilidade econômica. “A nossa lei não extinguia cotas, melhorava: focava nos mais pobres. Infelizmente o nosso país não aceita sequer discutir o tema”, declarou.
O governador também argumentou que, com a decisão, estudantes de baixa renda continuariam sendo prejudicados. Segundo ele, “alunos mais pobres continuarão perdendo suas vagas por questões de cor ou identidade de gênero”.
Na mesma publicação, o governador catarinense também rebateu críticas políticas e afirmou que o estado possui baixos índices de desigualdade social. “A esquerda ainda tenta rotular como higienista o governador do Estado com a menor desigualdade social do Brasil. Os nossos resultados acabam com a narrativa deles”, escreveu.
Leia na íntegra a nota do governador Jorginho Mello
“A nossa Lei derrubada ontem não extinguia cotas, melhorava: focava nos mais pobres. Infelizmente o nosso país não aceita sequer discutir o tema. Enquanto isso, alunos mais pobres continuarão perdendo suas vagas por questões de cor ou identidade de gênero
Portanto, quem perdeu não foi o governo ou o governador.
A esquerda ainda tenta rotular como higienista o governador do Estado com a menor desigualdade social do Brasil. Os nossos resultados acabam com a narrativa deles“, finaliza.
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