Bolsonaro presta depoimento sobre apreensão de arma
Pistola registrada em nome de ex-presidente foi apreendida durante blitz pela polícia no Distrito Federal
• Atualizado
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) presta depoimento nesta terça-feira (23) à Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em seu nome. A oitiva ocorre a dois dias do fim do prazo de 90 dias da prisão domiciliar humanitária concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O depoimento é realizado com a presença dos advogados de Bolsonaro.
Arma apreendida
A investigação teve início após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros durante uma blitz da Polícia Militar em Taguatinga, no Distrito Federal, na noite de 15 de junho. A arma estava no assoalho de um veículo conduzido por um sargento do Exército cedido ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Inicialmente, o militar afirmou que o armamento era de sua propriedade, mas depois admitiu que a pistola pertencia ao ex-presidente. A informação foi confirmada por consulta ao Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma), do Exército Brasileiro.
Em manifestação ao STF, a defesa de Bolsonaro afirmou que a arma estava regularmente registrada e havia sido inutilizada por precaução. Segundo os advogados, uma peça foi retirada, impedindo o funcionamento do sistema de disparo.
A defesa também informou que Bolsonaro percebeu a falha ao manusear a pistola em casa e entregou o equipamento ao sargento, que possui experiência com armamentos, para verificar o problema.
Fim de domiciliar
O depoimento ocorre enquanto o STF avalia os próximos passos da prisão domiciliar humanitária. O prazo de 90 dias termina na próxima quinta-feira (25), e até o momento a defesa não apresentou pedido de prorrogação.
Relatório médico divulgado na última sexta-feira aponta que o ex-presidente apresenta quadro de saúde estável, com recuperação considerada satisfatória da broncopneumonia diagnosticada em março e da cirurgia realizada no ombro em maio. O documento também registra efeitos colaterais de medicamentos usados para controlar crises de soluço, como sonolência e desequilíbrio, mas informa que os sintomas foram estabilizados.
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