Anvisa aprova novo medicamento oral para tratamento de câncer de mama avançado
O medicamento é indicado para pacientes adultas com câncer de mama localmente avançado
• Atualizado
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou na manhã desta segunda-feira (22), no Diário Oficial da União (DOU), a aprovação do registro de um novo medicamento oral para o tratamento de alguns tipos de câncer de mama avançado ou metastático.
O medicamento é indicado para pacientes adultas com câncer de mama localmente avançado, que não pode ser removido por cirurgia, ou metastático, quando a doença já se espalhou para outras partes do corpo. O remédio é chamado de Inluriyo (tosilato de inlunestranto).
Anvisa aprova novo medicamento oral
De acordo com a Anvisa, o tratamento é voltado a pacientes que já realizaram terapia endócrina e apresentam um tipo específico de tumor caracterizado por receptor de estrogênio positivo (ER+), receptor HER2 negativo (HER2-) e mutação no gene ESR1.
Ainda conforme as informações da agência, o produto não precisará ser utilizado junto a outros medicamentos, e sim de como monoterapia.
O medicamento será comercializado em comprimidos revestidos de 200 mg, em embalagens com 30 ou 60 unidades. Além disso, o registro concedido à farmacêutica Eli Lilly do Brasil terá validade até junho de 2036.
Câncer de mama é o mais frequente entre mulheres
Com base nos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres brasileiras. Tendo em vista que foram estimados 73.610 novos casos da doença por ano no Brasil entre 2023 e 2025, o equivalente a cerca de 30% de todos os diagnósticos de câncer no público feminino.
O novo medicamento aprovado pela Anvisa deve ampliar as opções terapêuticas disponíveis para pacientes com formas avançadas da doença, especialmente aquelas que desenvolveram resistência a tratamentos hormonais anteriores.
A Anvisa destaca que a indicação aprovada é específica para pacientes com a mutação ESR1, alteração genética associada à progressão do câncer de mama e à redução da eficácia de algumas terapias endócrinas.
Com informações do SBT News
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