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Declaração

Bolsonaro: “Nunca tive a intenção de agredir Poderes”

Em declaração à Nação, presidente muda o tom e diz que palavras “decorrem do calor do momento”

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Bolsonaro: “Nunca tive a intenção de agredir Poderes”
Foto: Alan Santos/PR

Na tarde desta quinta-feira (9), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) divulgou uma declaração à nação. Na nota publicada pelo Palácio do Planalto, o presidente afirma que nunca teve “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes” e garante que a harmonia entre eles é uma determinação constitucional, que deve ser respeitada por todos.

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Após declarações dadas no Sete de Setembro e críticas ao Ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro garante que “essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal”.

Confira na íntegra, a declaração:

Declaração à Nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA

Jair Bolsonaro

Presidente da República federativa do Brasil

Carta de Bolsonaro foi escrita com a ajuda de Temer

Foto: Alan Santos/PR

Na noite de quarta-feira (08), Bolsonaro ligou para Temer para pedir uma avaliação da situação do país após as manifestações de 7 de Setembro. Ouviu que estava péssima. Pediu conselhos. Temer aceitou ajudar, mas orientou que seria preciso fazer um movimento sob a forma de um documento. Imediatamente após a ligação, começou a rascunhar uma carta, com a ajuda do seu amigo e marqueteiro Elsinho Mouco, o mesmo que escreveu o discurso em que Temer disse que não renunciaria. O ex-presidente sempre foi afeito a cartas.

Nesta quinta-feira (09), antes das 7h manhã, Bolsonaro enviou um avião a São Paulo para buscar Temer, que trazia consigo uma proposta de texto. Almoçaram juntos na presença de outras pessoas. Depois, o presidentese reuniu reservadamente com seu antecessor e com o advogado-geral da União, Bruno Bianco, enquanto ministros esperavam do lado de fora. Analisaram a carta. Bianco sugeriu algumas alterações. Bolsonaro incluiu outras. E, por volta das 16h30, a carta foi publicada em sites oficiais do governo federal.

Reação

Em grupos bolsonaristas, a carta foi recebida de forma negativa. “É preferível renunciar do que escrever isso” e “A covardia e a traição, os piores defeitos em um homem” foram algumas das mensagens publicadas.

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