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COPA DO MUNDO 2026

Superstição entra em campo na final entre Argentina e Espanha

Argentina foi campeã em todas as finais com a camisa titular e perdeu as decisões em que vestiu o uniforme reserva azul

• Atualizado

Roberto Gatti

Por Roberto Gatti

Superstição entra em campo na final entre Argentina e Espanha| Foto: Reprodução Redes Sociais / Divulgação
Superstição entra em campo na final entre Argentina e Espanha| Foto: Reprodução Redes Sociais / Divulgação

A final da Copa do Mundo de 2026 entre Argentina e Espanha, neste domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova York/Nova Jersey, pode ter um ingrediente além da disputa pela taça. Em um país onde superstições fazem parte da cultura do futebol, o uniforme utilizado pela Albiceleste volta a ser assunto às vésperas da decisão.

O ditado argentino “No creo en las brujas, pero que las hay, las hay” (“Não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem”) resume bem esse sentimento. Afinal, o retrospecto da seleção em finais de Copa mostra uma curiosidade: sempre que levantou o troféu, vestia a tradicional camisa listrada em azul-celeste e branco. Já quando entrou em campo com o uniforme reserva azul, acabou derrotada.

As finais com a camisa titular

A primeira final da história da Argentina aconteceu em 1930, diante do Uruguai. Na ocasião, a equipe utilizou seu uniforme principal, mas acabou derrotada pelos donos da casa por 4 a 2.

As três conquistas mundiais vieram utilizando a tradicional camisa albiceleste.

  • 1978 – venceu a Holanda por 3 a 1, em Buenos Aires, conquistando o primeiro título mundial.
  • 1986 – derrotou a Alemanha Ocidental por 3 a 2, no México, com Diego Maradona como principal estrela.
  • 2022 – superou a França nos pênaltis, após empate por 3 a 3, levantando a terceira taça da história.

A camisa azul não deu sorte nas decisões

Se a camisa titular costuma trazer boas lembranças, o uniforme reserva azul guarda um retrospecto bem diferente nas finais. Em 1990, na Copa da Itália, a Alemanha Ocidental atuou de branco e a Argentina precisou vestir a camisa azul-escura. O resultado foi derrota por 1 a 0.

A história voltou a se repetir em 2014, no Brasil. Novamente os alemães jogaram de branco, os argentinos entraram em campo com o uniforme azul e acabaram derrotados por 1 a 0, na prorrogação.

Assim, as duas finais disputadas com a camisa reserva terminaram sem título para a Albiceleste.

A superstição apareceu contra a Inglaterra

Apesar do retrospecto negativo em decisões, a camisa azul possui enorme valor simbólico para os argentinos quando o adversário é a Inglaterra. Na semifinal da Copa do Mundo de 2026, a Associação do Futebol Argentino (AFA) solicitou autorização à Fifa para utilizar o uniforme reserva menos de 48 horas antes da partida.

O motivo está na história, em 1986, Diego Maradona marcou os históricos gols da “Mão de Deus” e do “Gol do Século” justamente vestindo uma camisa azul improvisada na vitória por 2 a 1 sobre os ingleses, pelas quartas de final.

Doze anos depois, na Copa de 1998, a Argentina voltou a eliminar a Inglaterra nos pênaltis, novamente utilizando o uniforme azul.

A superstição parece ter funcionado mais uma vez. Na semifinal deste Mundial de 2026, a Albiceleste venceu os ingleses por 2 a 1, de virada, garantindo vaga na decisão.

A superstição continuará na final?

Agora, resta saber qual uniforme será utilizado diante da Espanha.

Se depender da história, os argentinos esperam vestir novamente a tradicional camisa albiceleste, responsável pelos três títulos mundiais da seleção. Caso a Fifa determine o uso da camisa azul, a equipe de Lionel Scaloni terá a oportunidade de quebrar um tabu que já dura mais de três décadas e conquistar o quarto título mundial justamente com o uniforme que nunca levantou a taça em uma final.

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