Avaí e Figueirense recebem alerta do Procon sobre venda de ingressos
A medida, segundo o Procon, busca proteger os torcedores e garantir igualdade no preços dos ingressos
• Atualizado
O Procon Municipal de Florianópolis divulgou uma nova Nota Técnica para destacar o entendimento de que torcedores de Avaí e Figueirense não podem pagar valores diferentes por ingressos em setores iguais dos estádios.
A medida, segundo o Procon, busca proteger os torcedores e garantir igualdade de tratamento na venda de ingressos para os clássicos catarinenses.
Conforme o Procon, cobrar preços mais altos de torcedores visitantes em áreas com as mesmas condições de visão, conforto e acesso pode ser considerado uma prática abusiva. A situação também pode ferir o Código de Defesa do Consumidor e o Estatuto do Torcedor, afirma a entidade.
A nova Nota Técnica foi elaborada após uma audiência conciliatória realizada em maio de 2026 com representantes dos clubes.
Igualdade de ingresso já havia sido aceita por Avaí e Figueirense
No documento, está claro que o tema já havia sido discutido antes, por meio de uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público de Santa Catarina.
À época, Avaí e Figueirense assinaram um acordo judicial homologado em 2011, aceitando a obrigação de praticar preços iguais em setores com as mesmas características, inclusive para torcedores visitantes.
De acordo com o documento, a diferença de preços só pode acontecer quando houver critérios objetivos que justifiquem a mudança de valor, como a localização do setor, conforto, visão de campo, acessibilidade e serviços adicionais.
Procon pode adotar medidas administrativas caso não cumpram o acordo
Durante a audiência, o Procon solicitou o cumprimento total da decisão judicial. O órgão também informou que poderá adotar providências administrativas em casos de descumprimento das regras.
Para o diretor do Procon Municipal de Florianópolis, Tiago Silva, o objetivo é garantir tratamento igualitário aos consumidores. “O próprio acordo judicial firmado e aceito por Avaí e Figueirense reconhece a necessidade de igualdade de preços em setores equivalentes. A proteção do consumidor exige respeito à transparência, à boa-fé e à isonomia nas relações de consumo”, afirmou.
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