Gelson Merisio critica modelo de policial temporário e cobra planejamento na Segurança Pública em SC
O candidato do PSB ao governo estadual contestou a redução do efetivo das polícias Civil e Militar, defendeu concursos públicos programados e alertou para delegacias da mulher no estado
• Atualizado
O candidato ao Governo de Santa Catarina pelo PSB, Gelson Merisio, adotou um tom crítico em relação às políticas de segurança pública da atual gestão durante o debate promovido pelo SCC SBT nesta segunda-feira (21).
Ao abordar os desafios do setor, o postulante ao Palácio Cruz e Sousa cobrou soluções imediatas para a recomposição das forças policiais e defendeu que a área precisa de previsibilidade e planejamento de longo prazo.
Contestação ao modelo de policial temporário e defesa do concurso público
Durante a discussão entre os candidatos, Merísio direcionou fortes questionamentos à adoção do modelo de policial temporário no estado. Para o candidato, a medida não atende à dinâmica da segurança pública e falha em garantir a estabilidade do efetivo necessário para proteger a população.
“Até agora não entendo a lógica do policial temporário. Se é temporário, imagina-se que precisa agora e depois não vai mais precisar. Segurança pública tem que ter previsibilidade. Já sabemos quem vai se aposentar no ano que vem. Temos que ter concurso público programado pra repor a vaga”, declarou Merísio.
Queda no efetivo, sensação de insegurança e atendimento à mulher
Ao fazer um diagnóstico da situação das corporações, Gelson Merisio argumentou que o encolhimento do contingente das polícias Militar e Civil tem impactado diretamente o cotidiano dos municípios catarinenses. Segundo o candidato, a redução de policiais nas ruas diminui a capacidade de resposta do Estado e compromete o funcionamento de estruturas essenciais.
“Estamos diminuindo o efetivo, o que nos faz ter uma sensação de maior insegurança, se comparado ao passado. Na segurança pública estamos devendo muito ao cidadão catarinense”, pontuou o candidato do PSB.
Merisio vinculou a falta de efetivo ao fechamento ou à impossibilidade de atendimento 24 horas em unidades especializadas no interior e na Capital. “Estamos diminuindo o efetivo das polícias militar e civil, permitindo que não tenhamos nas cidades catarinenses delegacias 24 horas para o atendimento da mulher. O feminicídio hoje se dá porque a resposta é muito lenta”, completou.
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