DJ é preso suspeito de estuprar funcionária de boate enquanto ela dormia, em Jaraguá do Sul
Mulher de 31 anos diz ter acordado com o suspeito sobre seu corpo; ele nega o crime e afirma que não houve relação sexual
• Atualizado
Um homem de 44 anos foi preso na tarde de segunda-feira (12), suspeito de estuprar uma funcionária de uma boate na BR-280, no bairro Nereu Ramos, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina.
Segundo a Polícia Militar, a vítima, de 31 anos, dormia em um quarto do estabelecimento após o fim do expediente quando acordou com o homem sobre seu corpo. Ela percebeu que estava sendo vítima de violência sexual, o afastou e chamou a PM.

O suspeito, que já havia trabalhado como DJ na boate, negou o crime aos policiais. Ele admitiu que houve contato físico entre os dois, mas disse que não houve relação sexual.
Os policiais deram voz de prisão ao homem, que foi levado à Delegacia de Polícia Civil. O caso segue sob investigação.
Por que o contato físico pode ser crime mesmo sem relação sexual?
No Brasil, o crime de estupro não se limita à relação sexual. Desde 2009, a lei também considera estupro forçar alguém a praticar ou permitir qualquer ato de natureza sexual, sem consentimento.
Isso significa que a versão do suspeito, de que não houve relação sexual, não encerra a investigação. A pena para estupro é de 6 a 10 anos de prisão. Quando a vítima não tem condições de resistir, como pode ocorrer em casos de sono profundo ou embriaguez, o crime pode ser enquadrado como estupro de vulnerável, com pena de 8 a 15 anos.
Cabe à Polícia Civil definir o enquadramento deste caso, e a Justiça decidirá se há culpa.
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