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Fenômeno

El Niño vai seguir atuando no pacífico no restante do verão

Próximas semanas ainda devem ter a influência do fenômeno El Niño no clima com águas ainda mais quentes que a média no Pacífico

• Atualizado

Redação

Por Redação

Imagem Ilustrativa. Foto: Julio Cavalheiro/Secom
Imagem Ilustrativa. Foto: Julio Cavalheiro/Secom

O mês de fevereiro se encaminha para o seu final e os dados mostram que o fenômeno El Niño persiste no Oceano Pacífico. A intensidade do El Niño gradualmente diminui, mas ainda é moderada a forte pelo conjunto de dados analisados pela MetSul Meteorologia. O maior aquecimento ocorre no Pacífico Equatorial Centro-Leste.

Último boletim semanal da agência climática dos Estados Unidos (NOAA) indicou que a anomalia de temperatura da superfície do mar era de 1,5ºC na denominada região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial Centro-Leste. Esta região é a usada oficialmente na Meteorologia como referência para definir se há El Niño e ainda avaliar qual a sua intensidade.

O valor positivo na região principal de monitoramento de 1,5ºC está na faixa de transição de El Niño moderado (1,0ºC a 1,4ºC) a forte (1,5ºC a 1,9ºC). A maior anomalia observada nesta região se deu em novembro com 2,1ºC no pico do atual evento de El Niño de 2023-2024. Por outro lado, a denominada região Niño 1+2, localizada perto dos litorais do Peru e do Equador, na América do Sul, está com anomalia de +1,1ºC, em evento de El Niño costeiro que já dura um ano. O maior valor nesta região se deu no último mês de julho com anomalia de temperatura da superfície do mar de 3,5ºC.

A tendência, de acordo com a previsão da MetSul Meteorologia, é que o fenômeno siga enfraquecendo, mas ainda continue atuando por mais algumas semanas. A tendência é que o episódio do fenômeno, que se iniciou em junho do ano passado, chegue ao fim em meados do outono. O episódio atual de El Niño chegaria ao fim possivelmente em abril ou mais tardar em maio, quando o Pacífico ingressaria numa fase de neutralidade. No inverno e no segundo semestre, cresce a possibilidade de retorno do fenômeno La Niña.

*Com informações da MetSul Meteorologia

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