Polícia Civil prende suspeitos de golpe de R$ 100 mil
Investigação em Xaxim levou à prisão de dois investigados no RS
• Atualizado
A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu dois suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em golpes de estelionato. Segundo a PC, as prisões ocorreram durante a Operação Vulpini, na sexta-feira (10). A ação ocorreu em Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul, e é resultado de uma investigação iniciada devido a um golpe de R$ 100 mil em idoso, caso conduzida pela Delegacia de Polícia da Comarca de Xaxim.
Além das prisões preventivas, os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, recolheram materiais que podem auxiliar na investigação e conseguiram o bloqueio de valores em contas bancárias ligadas aos investigados.
Catarinense perdeu R$ 100 mil no golpe do bilhete premiado
Morador de Xaxim, no Oeste de Santa Catarina de 74 anos, foi vítima do chamado golpe do bilhete premiado, em maio deste ano. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos convenceram o idoso de que possuíam um bilhete de loteria premiado, mas alegaram precisar de dinheiro para conseguir sacar o prêmio. Em troca, prometeram dividir o valor da suposta premiação.
Acreditando na história, a vítima realizou diversas transferências bancárias, acumulando um prejuízo de R$ 100 mil.
Com o avanço das investigações e a troca de informações entre as forças de segurança de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, os policiais identificaram os suspeitos envolvidos no crime.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados já são conhecidos pelas autoridades gaúchas por envolvimento em golpes semelhantes.
Operação interestadual
A Operação Vulpini contou com a participação da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Xanxerê, da Delegacia de Polícia de Marema, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e da Brigada Militar.
O nome da operação faz referência ao termo científico utilizado para designar as raposas. Segundo a Polícia Civil, a escolha simboliza a forma de atuação dos golpistas, que conquistam a confiança das vítimas para induzi-las ao erro e obter vantagens financeiras.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento e que, neste momento, não divulgará o valor bloqueado nas contas dos investigados nem outros detalhes da operação, para não comprometer as próximas etapas do trabalho.
Leia Mais
Quer receber notícias no seu whatsapp?
EU QUERO