Florianópolis tem a 2ª maior taxa de HIV entre capitais
Os dados do Boletim Epidemiológico HIV e Aids 2025, do Ministério da Saúde, mostram que Santa Catarina mantém taxas de detecção maiores que a média nacional
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Santa Catarina continua entre os estados com maior impacto da epidemia de HIV no Brasil. Os dados do Boletim Epidemiológico HIV e Aids 2025, do Ministério da Saúde, mostram que o estado mantém taxas de detecção maiores que a média nacional. Já a capital, Florianópolis está entre as capitais com maior número proporcional de novos diagnósticos da doença.
O levantamento conta com informações de casos de HIV e aids registrados em todo o país e serve como base para o planejamento de políticas públicas de prevenção, diagnóstico e tratamento.
Florianópolis é a segunda capital com maior taxa de HIV
De acordo com o boletim, Florianópolis registra taxa de detecção de 62 casos de HIV por 100 mil habitantes, a segunda maior entre todas as capitais brasileiras, atrás apenas de Manaus.
O índice é quase quatro vezes superior à média nacional. Segundo o ministério da Saúde, a capital catarinense é uma das cidades que mais concentram novos diagnósticos de HIV no país.
Especialistas destacam que uma taxa elevada não significa, necessariamente, maior transmissão. Florianópolis possui ampla oferta de testagem rápida, acesso facilitado ao diagnóstico e uma rede estruturada de atendimento, fatores que aumentam a identificação de casos que poderiam permanecer sem diagnóstico em outras regiões. Ainda assim, o cenário reforça a necessidade de ampliar as ações de prevenção e conscientização.
Santa Catarina segue acima da média brasileira
O boletim também mostra que Santa Catarina permanece entre os estados com as maiores taxas de detecção de HIV e aids do Brasil.
Os indicadores colocam o estado acima da média nacional tanto nos novos diagnósticos quanto na incidência da doença, mantendo uma tendência observada há vários anos. Esse cenário é influenciado por fatores como maior cobertura de testes, diagnóstico precoce e características epidemiológicas da região Sul.
Quem mais recebe o diagnóstico?
Assim como ocorre no restante do país, a maior parte dos novos casos em Santa Catarina está concentrada entre adultos de 20 a 49 anos, principalmente homens.
O Ministério da Saúde também chama atenção para o crescimento dos diagnósticos entre pessoas com 60 anos ou mais, o que demonstra que o HIV não está restrito aos jovens e reforça a importância do uso de preservativos, da testagem e da prevenção em todas as faixas etárias.
O Ministério da Saúde reforça que o HIV tem tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quando o diagnóstico é feito precocemente e a terapia é seguida corretamente, a pessoa pode ter qualidade de vida, reduzir drasticamente o risco de desenvolver aids e impedir a transmissão sexual ao alcançar carga viral indetectável.
Além do tratamento, o SUS oferece estratégias de prevenção combinada, como preservativos, testagem rápida, Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Profilaxia Pós-Exposição (PEP), disponíveis gratuitamente em serviços de saúde.
O que significam HIV e aids?
Embora muitas pessoas utilizem os termos como sinônimos, eles têm significados diferentes.
HIV é o vírus que ataca o sistema imunológico.
Aids é a fase mais avançada da infecção, quando o organismo fica mais vulnerável a doenças oportunistas. Com o tratamento adequado, muitas pessoas vivendo com HIV nunca chegam a desenvolver a aids.
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