Operação ligada à Mensageiro bloqueia R$ 66 milhões e apreende 95 veículos em SC
Justiça também determinou o bloqueio de 19 imóveis; sete empresários são alvos de mandados de prisão
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Uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (2) em Blumenau, Gaspar e Curitiba determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 66 milhões, a apreensão de até 95 veículos e a indisponibilidade de 19 imóveis ligados a investigados da Operação Mensageiro. A ação também cumpre sete mandados de prisão contra empresários suspeitos de integrar uma organização criminosa.
Batizada de “DNA do Crime”, a operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em apoio à força-tarefa da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
O foco é a recuperação de patrimônio supostamente obtido por meio de crimes de corrupção e fraude em licitações.

Mandados em SC e no Paraná
Ao todo, estão sendo cumpridos:
- 7 mandados de prisão contra empresários;
- 15 mandados de busca e apreensão em residências e empresas;
- apreensão de até 95 veículos de passeio e pesados;
- bloqueio de 19 imóveis;
- indisponibilidade de aproximadamente R$ 66 milhões.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina e são cumpridas simultaneamente em Blumenau, Gaspar e Curitiba.
Segundo os investigadores, os alvos teriam utilizado diversas estratégias para ocultar a origem dos bens e valores adquiridos. Entre os métodos identificados estão contratos e empréstimos considerados fictícios entre empresas e pessoas físicas ligadas ao mesmo grupo, além do uso de supostos “laranjas” para a criação de empresas.
Novo desdobramento da Mensageiro
A Operação DNA do Crime é um desdobramento da 6ª fase da Operação Mensageiro, investigação que apura um esquema de corrupção envolvendo contratos públicos em Santa Catarina.
De acordo com o Ministério Público, o foco desta nova etapa é o suposto enriquecimento ilícito de empresários que já possuem condenações ou ações em andamento relacionadas a crimes de corrupção e fraude licitatória e que ainda mantêm contratos públicos em execução.
A investigação busca identificar e recuperar patrimônio que teria sido adquirido com recursos provenientes das práticas criminosas apuradas ao longo da operação.
Por que o nome “DNA do Crime”?
Segundo o MPSC, o nome da operação faz referência à composição do grupo investigado.
As apurações apontam que a organização criminosa seria formada principalmente por integrantes da mesma família, incluindo irmãs, filhos, cunhados e noras da apontada líder do esquema, responsável por planejar e articular a suposta operação de lavagem de dinheiro.
Mobilização de agentes
Para o cumprimento das ordens judiciais, foram mobilizados membros do Ministério Público e 45 policiais integrantes do Gaeco, totalizando 47 agentes atuando em residências, empresas e unidades prisionais.
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