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INVESTIGAÇÃO

MPSC apura faixas contra LGBTQIA+ em desfile em Içara

Entidade religiosa expos faixas como “Casamento é monogâmico e heterossexual”

• Atualizado

Emilly Bueno

Por Emilly Bueno

MPSC apura faixas contra LGBTQIA+ em desfile em Içara | Foto: Reprodução/Redes Sociais
MPSC apura faixas contra LGBTQIA+ em desfile em Içara | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Faixas contra LGBTQIA+ exibidas durante o desfile cívico de 7 de Setembro, são alvo de investigação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em Içara. Os promotores tomaram conhecimento das mensagem após denúncias.

Segundo a denúncia apresentada ao Ministério Público, uma entidade religiosa participou do evento com faixas que traziam mensagens sobre orientação sexual, identidade de gênero e modelos de família.

Faixas durante desfile motivaram denúncia

Conforme o MPSC, entre as frases exibidas estavam “Casamento é monogâmico e heterossexual”, “Homem, Mulher e Filhos, igual a Família Tradicional”, “Somos contra a ideologia de gênero” e “Deus criou homem e mulher (Mc 10:6)”.

O Ministério Público vai analisar as circunstâncias da participação da entidade no evento e verificar se o conteúdo apresentado pode ter caracterizado discriminação contra pessoas LGBTQIA+.

Prefeitura de Içara terá que prestar explicações ao MPSC

Como parte da investigação, o MPSC solicitou informações à administração municipal de Içara. A prefeitura terá 10 dias para explicar como ocorreu a participação da entidade religiosa no desfile e encaminhar documentos e registros oficiais relacionados ao evento.

O Ministério Público também pediu uma cópia do formulário preenchido pela entidade para participar do desfile. Além disso, a administração deverá informar qual setor ou servidor municipal era responsável por receber e controlar esses documentos.

MPSC vai analisar possível discriminação

A investigação foi aberta por meio de uma chamada Notícia de Fato, procedimento usado pelo Ministério Público para verificar uma situação que pode envolver direitos e interesses da população.

Segundo a promotora de Justiça Rafaela Mozzaquattro Machado, o caso envolve a proteção de direitos fundamentais e o combate à discriminação, podendo atingir interesses de um grupo de pessoas.

Neste momento, o MPSC ainda apura os fatos e busca reunir informações sobre o ocorrido. A investigação deverá esclarecer como a entidade foi autorizada a participar do desfile e qual foi o contexto da exibição das faixas durante o evento oficial.

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