MP analisa caso de mulher que fingiu ser criança em Joinville
Inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que agora decidirá sobre denúncia, arquivamento ou novas diligências
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O caso da mulher de 37 anos presa após fingir ser uma adolescente de 12 anos em Joinville entrou em uma nova fase. O inquérito policial foi oficialmente encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que agora será responsável por analisar as provas reunidas pela Polícia Civil e definir os próximos passos do processo.
A informação foi confirmada ao portal SCC10 pelo Ministério Público. Segundo o órgão, a Promotoria de Justiça responsável pelo caso avaliará todo o material encaminhado pela investigação antes de decidir quais medidas serão adotadas.
MP vai analisar possível responsabilização
Questionado sobre a possibilidade de a investigada responder por crimes como falsa identidade e estelionato, o Ministério Público informou que a definição dependerá da análise do inquérito.
“O Ministério Público de Santa Catarina deve analisar o inquérito policial e oferecer a denúncia, pedir o arquivamento ou solicitar novas diligências“, informou o órgão.
Após a análise dos documentos e provas coletadas durante a investigação, a Promotoria poderá adotar as medidas consideradas necessárias para a eventual responsabilização criminal da suspeita.
Prazo é menor porque investigada está presa
Ainda conforme o Ministério Público, a legislação estabelece prazos diferentes para manifestação da Promotoria, dependendo da situação do investigado.
Como a mulher permanece presa preventivamente, o prazo para manifestação do MPSC é de cinco dias após o recebimento do inquérito.
Caso a pessoa investigada estivesse em liberdade, o prazo seria de 15 dias. Dessa forma, a expectativa é que os próximos desdobramentos ocorram nos próximos dias.
Prisão preventiva segue mantida
A investigada permanece no Presídio Regional de Joinville após ter a prisão convertida em preventiva pela Justiça.
Além da tramitação do inquérito, a defesa informou anteriormente que a mulher deverá passar por um exame de sanidade mental. A avaliação psicológica e psiquiátrica ainda depende de procedimentos internos do sistema prisional.
Relembre o caso
O caso ganhou repercussão nacional após a prisão da mulher no bairro Pirabeiraba, em Joinville. Segundo a Polícia Civil, ela utilizava o nome falso de “Gabriele” e se apresentava como uma adolescente de 12 anos.
De acordo com as investigações, a suspeita teria conquistado a confiança de uma família, de moradores da comunidade e também de integrantes de uma igreja da região, onde viveu por aproximadamente 14 meses.
Para sustentar a falsa identidade, ela afirmava possuir Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições de saúde. Também alegava que sua aparência física seria consequência da aplicação forçada de hormônios durante a infância.
As investigações apontaram ainda que a mulher adotava comportamentos infantilizados, utilizando mamadeiras, chupetas e objetos de apego para reforçar o personagem criado.
Polícia apontou histórico em outros estados
Segundo a Polícia Civil, a investigada já teria aplicado golpes semelhantes em outros estados brasileiros. Há registros de ocorrências envolvendo situações parecidas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
Durante o interrogatório, a mulher confessou os fatos investigados, conforme informou a polícia na ocasião da prisão.
Agora, com o inquérito concluído e remetido ao Ministério Público, caberá à Promotoria decidir se apresenta denúncia à Justiça, solicita novas diligências para complementar a investigação ou pede o arquivamento do caso.
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