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DESDOBRAMENTOS

Justiça autoriza mulher de 37 anos que fingia ser criança fazer exame de sanidade mental

A suspeita teve a prisão temporária convertida em prisão preventiva após decisão da Justiça

• Atualizado

Pedro Corrêa

Por Pedro Corrêa

Mulher de 37 anos que fingia ser criança de 12 vai passar por exame de sanidade mental | Foto: PCSC / Reprodução.
Mulher de 37 anos que fingia ser criança de 12 vai passar por exame de sanidade mental | Foto: PCSC / Reprodução.

A mulher de 37 anos presa em Joinville, no Norte de Santa Catarina, suspeita de se passar por uma adolescente de 12 anos, vai ser submetida a um exame de sanidade mental nos próximos dias. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (4) pelo advogado de defesa da investigada, Rafael Luiz Siewert.

Segundo o Siewert, a avaliação psicológica e psiquiátrica ainda depende de procedimentos internos do sistema prisional. A expectativa do advogado é que o processo ocorra em breve.

O advogado informou ainda que conversou sobre a medida nesta quinta-feira (4), mas que ainda não teve contato direto com a cliente desde a prisão.

Prisão preventiva da mulher que fingia ser criança foi decretada pela Justiça

A suspeita teve a prisão temporária convertida em prisão preventiva após decisão da Justiça. Com isso, ela permanece detida no Presídio Regional de Joinville, enquanto as investigações seguem em andamento.

Questionado sobre a possibilidade de ingressar com um pedido de habeas corpus, o advogado afirmou que a medida poderá ser analisada futuramente, mas que não deverá ser protocolada neste momento.

Relembre o caso da mulher que fingia ser criança em Joinville

O caso ganhou repercussão nacional após a prisão da mulher de 37 anos na última terça-feira (2), no bairro Pirabeiraba, em Joinville, no Norte de Santa Catarina. De acordo com a Polícia Civil, a investigada utilizava o nome falso de “Gabriele” e afirmava ter apenas 12 anos de idade. Conforme as investigações, ela conseguiu conquistar a confiança de uma família, de moradores da comunidade e também de integrantes de uma igreja da região.

Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, a mulher teria mantido a farsa por cerca de 14 meses. Para sustentar a identidade falsa, a investigada afirmava possuir Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições de saúde. Ela também alegava que sua aparência física seria consequência do uso forçado de hormônios durante a infância.

Durante as operações, os policiais identificaram que a mulher adotava comportamentos considerados infantilizados, utilizando mamadeiras, chupetas e até mesmo um objeto conhecido como “cheirinho” para dormir.

Polícia aponta histórico de golpes em outros estados

As investigações revelaram ainda que a suspeita já teria aplicado golpes semelhantes em diferentes regiões do país. De acordo com a Polícia Civil, há registros de ocorrências envolvendo a mulher nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Durante o interrogatório, ela confessou integralmente os fatos investigados, conforme informado pela polícia. Agora, além do andamento do processo criminal, a avaliação de sanidade mental poderá auxiliar a Justiça na análise das circunstâncias do caso e na definição dos próximos passos do processo.

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