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"CASO ISOLADO"

Morte de aluno esfaqueado em escola de SC é tratada como prioridade pela polícia

Adolescente de 15 anos morreu após ser atacado dentro de escola em Chapecó

• Atualizado

Olga Helena de Paula

Por Olga Helena de Paula

Morte de aluno esfaqueado em escola de SC é tratada como prioridade pela polícia | Foto: Felipe Bastos/SCC SBT
Morte de aluno esfaqueado em escola de SC é tratada como prioridade pela polícia | Foto: Felipe Bastos/SCC SBT

A Polícia Civil afirmou que a investigação sobre a morte do aluno Vitor Gabriel Mezetti, de 15 anos, será conduzida com “absoluta prioridade”.

O estudante morreu após ser esfaqueado dentro da Escola de Educação Básica Tancredo de Almeida Neves, no bairro Efapi, em Chapecó, no Oeste catarinense.

O caso aconteceu na manhã de sexta-feira (22), durante uma atividade entre alunos relacionada ao “dia do abraço”.

Vitor foi socorrido em estado gravíssimo, passou por cirurgia de emergência no Hospital Regional do Oeste, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada de sábado (23).

Polícia diz que caso foi isolado

Aluno esfaqueado em escola de SC está em estado gravíssimo
Morte de aluno esfaqueado em escola de SC é tratada como prioridade pela polícia | Foto: SERFRON/SAMU Aeromedico

Em nota oficial divulgada após a confirmação da morte do adolescente, a Polícia Civil lamentou o caso e afirmou que a investigação realizada até o momento aponta que a situação teria sido motivada por desavenças pessoais entre os estudantes envolvidos.

Segundo a corporação, não há indícios de ligação com ataques organizados contra escolas.

“A apuração policial realizada até o momento assegura que o caso se trata de uma situação individualizada e decorrente de desavenças pessoais entre os envolvidos”, informou a Polícia Civil.

A instituição também destacou que o adolescente suspeito do ataque foi apreendido ainda na sexta-feira. O delegado responsável representou pela internação provisória, autorizada pela Justiça no mesmo dia. O jovem está sob custódia do sistema socioeducativo.

Aluno esfaqueado em escola de SC está em estado gravíssimo
Aluno morreu após ser esfaqueado em escola de Chapecó | Foto: Felipe Bastos/SCC SBT

Imagens da escola já são analisadas

A Polícia Civil informou ainda que a escola possui sistema de monitoramento com câmeras internas e externas em funcionamento. As imagens já estão sendo analisadas pelos investigadores.

Segundo a corporação, a unidade também contava com vigilância em tempo integral no momento da ocorrência.

A investigação ficará sob responsabilidade da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente e Idoso (DPCAI) de Chapecó. O inquérito deve ser concluído nos próximos dias, após a finalização dos laudos periciais.

Adolescente sofreu parada cardiorrespiratória

Conforme informações do SAER/Fron e do SAMU Aeromédico, Vitor sofreu um ferimento grave na região do abdômen, com suspeita de lesões internas e comprometimento da cavidade torácica.

Quando as equipes de socorro chegaram à escola, o adolescente apresentava intensa perda de sangue, pressão arterial extremamente baixa e nível de consciência reduzido.

Durante o atendimento, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória dentro da unidade escolar. Os socorristas realizaram manobras de reanimação, intubação e transfusão de sangue ainda no local antes do encaminhamento ao hospital.

Escola suspendeu aulas e recebeu apoio psicológico

Após o ataque, a escola suspendeu as aulas dos períodos da tarde e da noite de sexta-feira.

A Secretaria de Estado da Educação informou que a unidade acionou imediatamente os serviços de emergência e prestou os primeiros atendimentos ao estudante.

Equipes do Núcleo de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola (NEPRE) também foram enviadas para prestar apoio psicológico à comunidade escolar.

Jovem que morreu após ataque em escola de Chapecó | Foto: SERFRON/SAMU Aeromedico

Polícia pede cautela com informações falsas

Na nota oficial, a Polícia Civil também criticou a disseminação de informações falsas e manifestações de hostilidade nas redes sociais após o caso.

Segundo a corporação, publicações sem relação com os fatos prejudicam a pacificação social e dificultam o trabalho das forças de segurança diante de situações graves como a registrada em Chapecó.

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