MPSC pede internação de adolescente após ataque com canivete em escola de Chapecó
Promotoria defende internação provisória, mas decisão depende da Vara da Infância e Juventude
• Atualizado
A 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó se manifestou favoravelmente à internação provisória de um adolescente apreendido após um ataque com arma branca dentro de uma escola no bairro Efapi, em Chapecó, na manhã desta sexta-feira (22). O pedido ainda depende de decisão da Vara da Infância e Juventude.
O caso aconteceu por volta das 9h20 na EEB Tancredo Neves, quando um estudante de 15 anos foi atingido na região do abdômen durante uma briga com outro adolescente de 16 anos dentro da unidade de ensino. A vítima ficou gravemente ferida e foi socorrida em estado crítico.
Segundo o Serviço Aeropolicial de Fronteira (Saer/Fron) e o SAMU Aeromédico, o adolescente ferido teve um corte grave no abdômen, com possível comprometimento de órgãos internos e também da região do tórax. Durante o atendimento, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória ainda na escola, mas foi reanimado pelas equipes de socorro. Em seguida, foi encaminhado ao Hospital Regional do Oeste, onde passou por cirurgia de emergência.
De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, o adolescente de 16 anos foi apreendido. A investigação aponta que o caso teria sido motivado por uma desavença entre os dois estudantes e trata-se de uma situação isolada dentro da escola.
O canivete usado no ataque também foi apreendido. A Polícia Civil já ouviu testemunhas, funcionários da escola e o adolescente investigado.
O Ministério Público se manifestou a favor da internação provisória por até 45 dias, caso a medida seja autorizada pela Justiça. Segundo a Promotoria, o pedido leva em conta a gravidade do ato, o uso de arma branca dentro de uma escola, o risco à ordem pública e a necessidade de preservar a investigação.
A Promotoria também destacou que a medida pode ajudar a garantir o andamento do processo, evitando possível intimidação de testemunhas e da vítima, além de reduzir o risco de fuga. O órgão ressaltou ainda a importância da análise de provas como imagens de câmeras de segurança, celular apreendido e laudos periciais.
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