Mãe que vendia filhas pega 117 anos de prisão em SC
Os crimes de estupro de vulnerável e exploração sexual ocorreram entre os anos de 2015 e 2024
• Atualizado
A Justiça de Santa Catarina condenou, na última sexta-feira (3), três pessoas por uma série de crimes sexuais contra três meninas em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), as penas somadas ultrapassam 190 anos de prisão em regime fechado. Entre os condenados está a mãe de duas das vítimas (que também era madrasta da terceira menina), apontada como a responsável por facilitar os abusos.
A denúncia foi feita pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Os crimes de estupro de vulnerável e exploração sexual ocorreram entre os anos de 2015 e 2024.
Como a mãe vendia as filhas em Criciúma
Segundo apurado pelo Ministério Público, os abusos começaram quando as vítimas tinham 6, 7 e 8 anos de idade e se estenderam por quase dez anos.
De acordo com as investigações do MPSC, a mãe levava as filhas e a enteada para sofrerem os abusos. Ela vendia as filhas e a enteada, em troca, ela recebia dinheiro e presentes para ela e para as próprias crianças. A Justiça destacou que a mulher tinha o dever legal de proteger as meninas, mas escolheu participar do crime e incentivar os abusos.
Além disso, o processo comprovou que a mãe mantinha relações com um dos réus na presença das crianças e as obrigava a assistir a conteúdos pornográficos.
As penas dos condenados por estupro de vulnerável em Criciúma
A Justiça definiu o cumprimento das penas em regime inicial fechado. A mãe (que também é madrasta de uma das vítimas) foi condenada a 117 anos e oito meses de prisão por estupro de vulnerável. Já o segundo réu, que abusou das três meninas, foi condenado a 55 anos, um mês e dez dias de prisão por estupro de vulnerável, estupro e aliciamento. E o terceiro réu, que abusou de duas meninas, foi condenado a 18 anos, um mês e 23 dias de prisão por estupro de vulnerável.
Segundo o TJSC, além da prisão, os três envolvidos foram condenados a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 210 mil cada um para as vítimas.
Descoberta e denúncia em Criciúma
Segundo o MPSC, o caso só foi descoberto porque as vítimas cresceram e começaram a entender a gravidade da violência que sofriam. Elas decidiram relatar os fatos a pessoas próximas, o que deu início à investigação policial.
A 1ª Promotoria de Justiça de Criciúma apresentou a denúncia oficial em janeiro de 2026, resultando na condenação dos acusados.
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