Segurança Compartilhar
JUSTIÇA

Homem vai a júri após ataque com facão que levou à amputação da mão da ex em SC

Ataque aconteceu em supermercado de Rio Negrinho em outubro de 2025; julgamento está marcado para esta sexta-feira (18)

• Atualizado

Rodrigo Santanna

Por Rodrigo Santanna

Acusado será julgado nesta sexta-feira (18) pelo ataque contra a ex-namorada em Rio Negrinho | Foto: Reprodução | Redes Sociais
Acusado será julgado nesta sexta-feira (18) pelo ataque contra a ex-namorada em Rio Negrinho | Foto: Reprodução | Redes Sociais

Um homem acusado de atacar a ex-namorada com um facão dentro de um supermercado e causar uma grave lesão que resultou na amputação de uma das mãos da jovem será julgado pelo Tribunal do Júri nesta sexta-feira (18), em Rio Negrinho, no Norte de Santa Catarina. A sessão está marcada para as 9h, na Câmara de Vereadores do município.

O crime aconteceu em 24 de outubro de 2025, no bairro São Rafael. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o acusado teria ido até o supermercado onde a ex-namorada, então com 18 anos, trabalhava e iniciado as agressões.

A jovem, identificada como Késsya de Souza Veiga, tentou fugir, mas caiu na calçada. Conforme os relatos reunidos no processo, ela continuou sendo atacada enquanto estava no chão e sofreu ferimentos graves. Entre as consequências do ataque está a amputação de uma das mãos.

Dois funcionários que tentaram intervir também foram feridos durante a ação. As três vítimas foram encaminhadas para atendimento médico após o ataque.

Ataque aconteceu dentro de supermercado

De acordo com as informações do processo, o homem chegou ao estabelecimento em uma motoneta e entrou no supermercado armado com um facão e duas facas.

A ex-namorada foi atacada ainda dentro do estabelecimento e tentou escapar pela área externa. Dois colegas de trabalho, uma mulher de 33 anos e um homem de 19 anos, teriam tentado ajudá-la e também foram feridos.

Após o ataque, o homem foi preso em flagrante. Segundo as informações divulgadas sobre o processo, ele confessou o crime.

A denúncia do MPSC aponta que o ataque teria ocorrido após o fim do relacionamento. A Promotoria sustenta que as vítimas foram surpreendidas e não tiveram possibilidade de defesa.

Jovem passou por cirurgias e agradeceu pela vida

Késsya foi encaminhada à Fundação Hospitalar de Rio Negrinho e permaneceu internada na UTI após o ataque. A jovem passou por procedimentos de emergência e cirurgias reparadoras em razão dos ferimentos.

Ela recebeu alta hospitalar três dias depois, em 27 de outubro de 2025. Ao voltar para casa, publicou um relato nas redes sociais sobre os primeiros momentos após deixar o hospital.

“Quando cheguei em casa, eu estava fria, sem reação. Mas, aos poucos, a ficha caiu”, escreveu.

Após receber alta, vítima agradeceu pela vida e chamou de “heróis” os colegas que tentaram defendê-la | Foto: Reprodução | Redes Sociais

Na publicação, a jovem afirmou que passou a agradecer pela própria vida e destacou a atuação dos dois colegas que tentaram defendê-la durante o ataque.

“Hoje, só penso em Deus e em agradecer por ainda estar aqui”, declarou.

Késsya também agradeceu a Jhenyfer e Felipe, que, segundo ela, foram fundamentais durante a agressão. “Meus dois heróis, que enfrentaram a morte para me defender”, escreveu.

MPSC pede indenização às vítimas

O Ministério Público de Santa Catarina denunciou o acusado em novembro de 2025 e pediu que ele fosse submetido ao Tribunal do Júri.

Além da responsabilização criminal, a Promotoria requereu que, em caso de condenação, seja fixada indenização de R$ 100 mil para cada uma das três vítimas.

O julgamento está previsto para começar às 9h desta sexta-feira (18), na Câmara de Vereadores de Rio Negrinho.

O Tribunal do Júri será responsável por analisar as acusações apresentadas contra o réu. A decisão sobre eventual condenação caberá ao Conselho de Sentença.

Violência contra a mulher

Em Santa Catarina, mulheres em situação de violência podem buscar atendimento nas Delegacias de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Pessoa Idosa (DPCAMI) da Polícia Civil. Em casos de emergência, o telefone é 190, da Polícia Militar. Para orientação, acolhimento e registro de denúncias, o Ligue 180 funciona gratuitamente em todo o país.

Quer receber notícias no seu whatsapp?

EU QUERO

Ao entrar você esta ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

Receba NOTÍCIAS