Dupla é condenada por matar e queimar homem em situação de rua em SC
Segundo a acusação, o crime foi cometido para forjar a morte de um dos réus
• Atualizado
Dois homens foram condenados pelo Tribunal do Júri por matar e depois queimar um homem em situação de rua em São Cristóvão do Sul, em Santa Catarina, no início do ano passado. O crime teria sido cometido para tentar esconder uma falsa morte planejada por um dos envolvidos.
As penas definidas foram de 29 anos e 14 dias de prisão para um dos réus e de 32 anos e três meses para o outro. Além disso, os dois terão que pagar R$ 110 mil de indenização à família da vítima. Eles já estavam presos em regime aberto por outros crimes e não poderão recorrer em liberdade.
O julgamento aconteceu no plenário da Câmara de Vereadores de Curitibanos e durou dois dias. Começou na quarta-feira (1º), com a escolha dos jurados, e terminou na quinta-feira (2), com a leitura da sentença. Durante o julgamento, testemunhas foram ouvidas e os dois réus também prestaram depoimento. A acusação e a defesa apresentaram seus argumentos ao longo do processo.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina, um dos réus teria planejado fingir estar morto para conseguir vantagem pessoal. Para isso, contou com a ajuda do outro homem para atrair a vítima, oferecendo comida.
Depois disso, a vítima foi morta, colocada em uma caminhonete e queimada às margens da BR-470. O corpo foi encontrado completamente carbonizado, o que dificultou a identificação e chocou moradores da região.
No começo das investigações, havia a suspeita de que o corpo fosse do dono do veículo. No entanto, a investigação da Polícia Civil mostrou outra versão dos fatos.
Ainda de acordo com a acusação, os réus tentaram enganar as autoridades criando provas falsas, com mensagens ameaçadoras a familiares, uso de nomes falsos e a simulação de um sequestro com vídeo de tortura. Em uma das ações, o dono da caminhonete chegou a permitir a amputação de um dedo para tentar reforçar a versão falsa.
Os dois foram presos cerca de duas semanas após o corpo ser encontrado e permaneceram detidos durante todo o processo. Após a condenação, foram levados de volta ao presídio para cumprir as penas.
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