Caso de mulher que fingia ter 12 anos em SC gera alerta sobre acolhimento
Mulher foi presa por se passar por menina de 12 anos nesta terça-feira (2), em Joinville
• Atualizado
O caso de uma mulher que foi presa em Joinville após fingir ter 12 anos gerou alerta sobre o acolhimento de crianças e adolescentes sem a presença de um responsável legal.
De acordo com a secretária de Assistência Social, Fabiana Cardozo, mesmo em casos em que a comunidade pretenda ajudar a criança ou adolescente, é necessário acionar os órgãos responsáveis.
“Sendo identificada uma criança ou adolescente na ausência do responsável, deve ser acionado o Conselho Tutelar ou, dependendo da situação, até mesmo a polícia. Jamais essa criança pode ser levada para a residência de um terceiro”, explica.
Segundo a Prefeitura, o acionamento do Conselho Tutelar permite a verificação sobre o histórico da criança, inclusive para entender se ela ou a família já são atendidas pela rede socioassistencial. Enquanto isso, a criança fica sob os cuidados dos órgãos competentes.
Caso a família não seja localizada, a criança ou o adolescente é encaminhado para um serviço de acolhimento, com o acompanhamento da Vara da Infância e da Juventude.
Se não houver condição de recuperar o vínculo da criança ou adolescente com a família, é possível fazer o encaminhamento para a adoção.
Joinville conta com cinco Conselhos Tutelares. Os endereços, telefones de contato e horários de atendimento de cada um deles estão disponíveis no site da Prefeitura. Também há atendimento de plantão em fins de semana e feriados.
Relembre o crime
O caso ganhou repercussão nesta terça-feira (2), quando uma mulher de 37 anos foi presa após fingir ter 12 anos e simular transtornos para enganar vítimas em Joinville. A prisão ocorreu no bairro Pirabeiraba, onde ela morava há aproximadamente 14 meses.
De acordo com a Polícia Civil, a suspeita usava um nome falso de “Gabriele” e se apresentava como uma adolescente de 12 anos.
Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, no período em que esteve na região, ela teria ganhado a confiança de uma família, da comunidade e de uma igreja.
Para sustentar o disfarce, a mulher afirmava ter Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições clínicas. Além disso, ela alegava que sua aparência física seria consequência da utilização forçada de hormônios durante a infância.
A Polícia Civil identificou que a mulher adotava comportamentos infantilizados, utilizando mamadeiras, chupetas e um “cheirinho” para dormir.
As diligências apontam que a mulher é reincidente no crime, com registros de golpes semelhantes em estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
Durante o interrogatório, ela confessou integralmente a autoria dos fatos. Após a lavratura do auto de prisão em flagrante e a realização dos procedimentos necessários, a suspeita foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanecerá à disposição da Justiça.
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