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Saúde pública

Homem de 38 anos morre com SRAG em SC e teste confirma infecção por Influenza B

Conforme consta no boletim, o homem foi internado no Hospital São Francisco no dia 27 de junho e morreu no dia 29

• Atualizado

Pedro Corrêa

Por Pedro Corrêa

Homem de 38 anos morre com SRAG em SC e teste confirma infecção por Influenza B | Foto: reprodução
Homem de 38 anos morre com SRAG em SC e teste confirma infecção por Influenza B | Foto: reprodução

A Vigilância Epidemiológica do município de Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, confirmou que um paciente de 38 anos, morreu após desenvolver uma Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Segundo o boletim, ele estava infectado pelo vírus da Influenza B, um dos tipos de vírus da gripe.

A confirmação foi feita pelo Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN), que analisou uma amostra coletada durante a investigação do caso. Segundo a Vigilância, o paciente era motorista, não tinha doenças crônicas conhecidas (comorbidades) e não havia recebido a vacina contra a gripe em 2026.

Entenda o que aconteceu

Conforme consta no boletim, o homem foi internado no Hospital São Francisco no dia 27 de junho, após apresentar piora dos sintomas respiratórios.

A Vigilância informou que, mesmo recebendo atendimento médico, o quadro de saúde evoluiu para uma Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), condição que causa um comprometimento intenso dos pulmões e dificulta a respiração. O paciente morreu no dia 29 de junho.

Logo após o óbito, a Vigilância Epidemiológica foi comunicada e iniciou a investigação do caso. O órgão informou que uma amostra foi enviada ao LACEN para identificar qual vírus havia provocado a infecção.

O resultado, divulgado no dia 1º de julho, confirmou a presença do vírus Influenza B.

O que é a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)?

A médica infectologista Maria Fernanda Silva, explica que a Síndrome Respiratória Aguda Grave, conhecida pela sigla SRAG, não é uma doença específica, mas sim uma complicação que pode ser causada por diferentes vírus e bactérias, como os vírus da gripe (Influenza), da Covid-19 e outros agentes respiratórios.

“Quando uma pessoa desenvolve SRAG, ela apresenta um quadro respiratório muito mais grave do que uma gripe comum, podendo sentir falta de ar intensa, dificuldade para respirar e baixa oxigenação do sangue. Em muitos casos, é necessária a internação hospitalar e até tratamento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)”, explica.

Por isso, a médica explica que, embora o exame tenha confirmado a infecção por Influenza B, a causa do óbito foi registrada como Síndrome Respiratória Aguda Grave pela Vigilância Epidemiológica, uma vez que essa foi a condição clínica responsável pela evolução do quadro.

Confirmação ajuda no monitoramento da doença

Segundo a Vigilância Epidemiológica, identificar o vírus que estava circulando no paciente é importante para acompanhar quais tipos de gripe estão predominando no município.

O órgão explica que essas informações ajudam as equipes de saúde a planejar ações de prevenção, orientar a população e monitorar a circulação dos vírus respiratórios, principalmente durante o inverno, período em que os casos costumam aumentar.

Influenza B é o vírus que mais circulou em junho

Os dados da Vigilância Epidemiológica mostram que a Influenza B foi o principal vírus da gripe registrado no município durante o mês de junho.

Segundo a Vigilância Epidemiológica, foram contabilizados 271 casos de Influenza, sendo 212 de influenza B, 58 casos de caso e um caso, que ainda está em análise, apresentou resultado positivo para os dois subtipos e aguarda confirmação laboratorial.

Na prática, isso significa que quase oito em cada dez casos de gripe registrados em junho foram causados pela Influenza B, demonstrando que esse foi o vírus predominante no período.

Vacina continua sendo a melhor forma de prevenção

Diante do aumento dos casos, a Vigilância Epidemiológica destaca que a vacinação contra a gripe continua sendo a principal forma de evitar casos graves da doença.

Além da vacina, os profissionais de saúde orientam a população a adotar medidas simples que ajudam a reduzir a transmissão dos vírus respiratórios, como lavar as mãos com frequência, manter ambientes bem ventilados, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e procurar atendimento médico caso os sintomas se agravem, especialmente em situações de falta de ar ou dificuldade para respirar.

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