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SURTO

Congo registra 516 casos suspeitos de Ebola e 131 mortes, alerta OMS

OMS afirma que situação é “preocupante” diante do número de casos suspeitos

• Atualizado

Redação

Por Redação

Congo registra 516 casos suspeitos de Ebola e 131 mortes, alerta OMS – Imagem: reprodução / Tânia Rêgo/Agência Brasil
Congo registra 516 casos suspeitos de Ebola e 131 mortes, alerta OMS – Imagem: reprodução / Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstrou preocupação com a velocidade e a expansão do surto de Ebola no leste da República Democrática do Congo. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (19), já são 516 casos suspeitos e 131 mortes associadas à doença no país. Também foram confirmados dois casos em Uganda, país vizinho.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou estar “profundamente preocupado com a escala e a velocidade da epidemia”. Ele destacou que os números podem mudar conforme avançam as ações de vigilância, rastreamento de contatos e testagem laboratorial.

Diante da situação, a OMS convocou uma reunião do Comitê de Emergência para avaliar o avanço do surto e definir possíveis medidas de resposta. O grupo reúne especialistas internacionais que orientam a organização em situações de emergência em saúde.

Entre os pontos de maior atenção estão os registros da doença em áreas urbanas, como Kampala, em Uganda, e Goma, no Congo, além da circulação do vírus na província de Ituri, região afetada por conflitos armados. A OMS também chama atenção para casos registrados entre profissionais de saúde, o que pode indicar transmissão dentro de ambientes de atendimento médico.

A organização informou ainda a liberação de US$ 3,9 milhões em recursos emergenciais para apoiar as autoridades locais no enfrentamento do surto.

Apesar da preocupação internacional, especialistas afirmam que o risco global ainda é considerado baixo. Em entrevista ao SBT News, o mestre em microbiologia e doutor em imunologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rômulo Neres, disse que a atenção deve se concentrar principalmente na região afetada e em países vizinhos. “Ainda não existe um risco global para toda a população mundial”, afirmou.

O Ministério da Saúde do Brasil reforça que o risco de infecção no país é baixo e não há casos registrados. Segundo a pasta, o contágio ocorre principalmente por contato direto com pessoas infectadas, fluidos corporais contaminados ou viagens para áreas com transmissão ativa.

*Com informações de SBT News.

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