Projeto ajuda geração 60+ a usar celular com mais segurança
O curso aborda desde funções básicas dos smartphones até temas mais complexos, como privacidade, reconhecimento de golpes virtuais
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Em um cenário de crescimento dos golpes virtuais e da desinformação nas redes sociais, o Centro de Promoção da Inclusão Digital (CPDI) promoveu nesta quarta-feira (28) a formatura de cinco novas turmas do curso “Eu sou um 60+ conectado”, iniciativa voltada à inclusão digital de pessoas acima dos 60 anos.
O projeto busca oferecer autonomia, segurança e independência no ambiente digital, ajudando os participantes a utilizar aplicativos, conversar com familiares, acessar serviços e se proteger de fraudes online.
A cerimônia de formatura marcou a conclusão de uma jornada de aprendizado que vem transformando a rotina de dezenas de idosos em Santa Catarina.
60+ Inclusão digital vai além da tecnologia
O curso aborda desde funções básicas dos smartphones até temas mais complexos, como privacidade, reconhecimento de golpes virtuais, fake news e uso consciente das redes sociais.
Segundo o executivo do CPDI, Heitor Blum S. Thiago, a inclusão digital precisa caminhar junto com a educação para o uso seguro da internet. “O acesso à tecnologia precisa vir acompanhado de informação e senso crítico. Hoje, aprender a usar a internet também significa aprender a se proteger e a verificar conteúdos antes de compartilhar”, destaca.
A proposta do projeto é justamente diminuir o medo da tecnologia entre idosos que não cresceram no ambiente digital e, ao mesmo tempo, fortalecer a autoestima e a independência dessa geração.
60+ cada vez mais conectados no Brasil
Dados do IBGE mostram que o número de pessoas com mais idade conectados à internet no Brasil quase quadruplicou nos últimos anos. Em 2024, cerca de 69,8% das pessoas com 60 anos ou mais utilizavam internet no país. O total saltou de 6,5 milhões de idosos conectados em 2016 para 24,5 milhões em 2024, um crescimento de 278%.
O IBGE destaca que entre os 60+ que usam internet, 87,9% acessam a rede diariamente, principalmente para conversar com familiares, assistir vídeos, utilizar aplicativos e acessar serviços bancários. O uso da internet para operações financeiras também cresceu. Entre 2022 e 2024, o acesso a bancos e instituições financeiras por idosos passou de 60,1% para 71,2%.
Santa Catarina vive avanço digital e aumento de golpes
Em Santa Catarina, o avanço da conectividade também chama atenção. O estado possui a segunda maior taxa de domicílios com acesso à internet do Brasil, com 96,5% das residências conectadas. Por outro lado, aumentam os registros de golpes virtuais e crimes cibernéticos, especialmente contra idosos.
Segundo pesquisas recentes, 82% das pessoas acima de 60 anos já sofreram tentativas de golpes digitais por mensagens falsas, ligações fraudulentas ou links suspeitos. Entre os golpes mais comuns estão o falso familiar no WhatsApp, falsas centrais bancárias, golpes do Pix, clonagem de contas e links fraudulentos.
Santa Catarina também aparece entre os estados com maior número de registros de estelionato virtual do país.
Tecnologia aproxima famílias e melhora autoestima
Além da segurança digital, o curso do CPDI também ajuda idosos a fortalecer vínculos familiares e sociais. Muitos participantes aprendem pela primeira vez a fazer chamadas de vídeo, enviar mensagens, acessar aplicativos e utilizar ferramentas que passam a fazer parte da rotina.
A formatura das novas turmas simboliza uma conquista pessoal para idosos que perderam o medo da internet e passaram a se sentir mais confiantes no ambiente digital. O projeto projeto que inclusão digital na terceira idade significa mais qualidade de vida, autonomia e proteção em um mundo cada vez mais conectado.
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